Política

Barrada em sessão, empresária defende cassação de vereador de Guia Lopes da Laguna após ofensas

A última sessão da Câmara Municipal de Guia Lopes da Laguna, na terça-feira (23), ainda segue sendo assunto e motivo de revolta na cidade no oeste de Mato Grosso do Sul. Após ofender cidadãos em áudio compartilhado pelo WhatsApp, o presidente da Casa, Assis Fabrício Barbosa Junior (PSDB), pediu desculpas, mas aumentou a segurança no […]

Adriel Mattos Publicado em 24/03/2021, às 17h01 - Atualizado às 17h28

Foto: Reprodução, Facebook
Foto: Reprodução, Facebook - Foto: Reprodução, Facebook

A última sessão da Câmara Municipal de Guia Lopes da Laguna, na terça-feira (23), ainda segue sendo assunto e motivo de revolta na cidade no oeste de Mato Grosso do Sul. Após ofender cidadãos em áudio compartilhado pelo WhatsApp, o presidente da Casa, Assis Fabrício Barbosa Junior (PSDB), pediu desculpas, mas aumentou a segurança no entorno da sede do Legislativo.

A empresária Elaine Colle disse ao Jornal Midiamax nesta quarta-feira (24) que sempre assiste às sessões e ficou surpresa ao chegar ontem e ver equipes da PMMS (Polícia Militar) fazendo a segurança do prédio. “Disseram que não podia entrar, que estava lotado. Mas a gente via que não estava. Tiraram algumas pessoas, mas ficaram quatro ou cinco”, relatou.

Determinada, Elaine acompanhou a sessão da calçada, assistindo a transmissão ao vivo pelo Facebook e pela fresta da porta. “A cidade está revoltada. Se houve aglomeração, foi por causa deles [vereadores]. O presidente não veio dar satisfação, pediu desculpas no final”, lembrou a empresária.

As lives na rede social, que normalmente não chegam a 100 comentários, passaram de 1 mil ontem. “Será que nenhum vereador vai falar nada em relação ao fato, ou irão se calar também? Não esqueça que foi a população de Guia Lopes que os colocaram aí dentro”, comentou Beatriz Arruda Franco.

Para Elaine, a expectativa na próxima semana é que seja possível que a sessão seja aberta ao público. “Esperamos que o pedido de cassação prossiga. Políticos tem que entender que são funcionários públicos, precisam descer do pedestal”, finalizou. Ontem, a vendedora Rosedir Peixoto apresentou pedido de cassação do mandato de Assis Fabrício.

O caso

Em um grupo intitulado “Amigos do Hospital”, o presidente da Câmara criticou membros que fizeram críticas à administração municipal e ao Legislativo. As palavras foram consideradas ofensivas, principalmente às mulheres.

“Eu faço parte desse grupo e estou vendo que o grupo não está levando a sério a ajuda. Tem umas matusquela, analfabetas que fala mal do prefeito, vereador. Pessoas que nem sabe o que está acontecendo na vida, são semianalfabetas, criticam vereadores, prefeito e é muito triste estar no grupo de semianalfabetos (sic)”.

Assis continua o áudio explicando a função do vereador. “Se esses semianalfabetos que dizem que o vereador está errado, se candidatem na próxima eleição. Uns bobos, analfabetos. Burro que fica latindo, não sabe o que é prefeito, vereador, não sabe nada (sic)”. 

Ele ainda diz que alguém está enchendo o saco, perturbando. “Umas bobona, não sabe nada. Analfabeta, eu não posso mais aceitar esse tipo de condição, dessas matusquelas, vão procurar serviço, analfabetas (sic)”.

Ao Jornal  Midiamax, o presidente confirmou ter mandado o áudio, mas disse ter perdido a cabeça por sempre ser vítima de críticas do grupo de oposição. “A gente, como ser humano, chega no limite do que pode fazer. Esse grupo foi criado para atender a população, mas ficam falando mal dos vereadores”. Por fim, Assis pede desculpas a população. “Perdi a cabeça e aproveito para me desculpar com as pessoas”.

Jornal Midiamax