Política

Policial demitido após criticar Reinaldo é o vereador mais votado de Campo Grande

Tiago Vargas (PSD) foi o vereador mais votado nas Eleições Municipais de 2020 em Campo Grande. O vereador eleito é um ex-policial civil, que ficou conhecido após criticar a corrupção em Mato Grosso do Sul e por acusar o governador do estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) de perseguição. Tiago Vargas foi eleito com 6.202 votos na […]

Mylena Rocha Publicado em 15/11/2020, às 23h06

Vereador eleito teve mais de 6 mil votos, 1,3 mil votos a mais que o segundo colocado. (Foto: Reprodução)
Vereador eleito teve mais de 6 mil votos, 1,3 mil votos a mais que o segundo colocado. (Foto: Reprodução) - Vereador eleito teve mais de 6 mil votos, 1,3 mil votos a mais que o segundo colocado. (Foto: Reprodução)

Tiago Vargas (PSD) foi o vereador mais votado nas Eleições Municipais de 2020 em Campo Grande. O vereador eleito é um ex-policial civil, que ficou conhecido após criticar a corrupção em Mato Grosso do Sul e por acusar o governador do estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) de perseguição. Tiago Vargas foi eleito com 6.202 votos na Capital, uma diferença de 1.366 votos em relação ao segundo colocado. 

O vereador eleito ficou conhecido após ser demitido do cargo de investigador de polícia, decisão publicada no Diário Oficial em julho. Tiago atuava como investigador da Polícia Civil e era lotado na cidade de Pedro Gomes, a cerca de 310 km de Campo Grande. Ele ficou em evidência quando envolveu-se em polêmica por criticar, em suas redes sociais, o deputado federal Eliseu Dionísio (PSDB), no ano de 2017. 

A partir do episódio, o investigador foi transferido de Campo Grande para o município de Pedro Gomes. Tiago disse que a mudança era retaliação por suas manifestações na internet contra o parlamentar.

Três anos depois, ele foi demitido por ‘transgressões de natureza grave’. Nas redes sociais, Tiago desabafou sobre a demissão e disse que não foi demitido por ser corrupto. “Fui demitido por criticar o governador do Estado”, disse na época.

Além disso, o Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul) acionou a Justiça contra a demissão do ex-investigador. Por outro lado, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul confirmou que o ato é legal e que a demissão foi cabível após Tiago cometer nove infrações, muitas delas graves, todas investigadas pela Corregedoria Geral. 

Jornal Midiamax