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Polícia Civil diz que investigador demitido cometeu 9 infrações disciplinares

O ex-investigador Tiago Henrique Vargas foi demitido da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, após cometer nove infrações, muitas delas graves, que foram alvos de investigações por parte da Corregedoria Geral. Em nota, a Polícia Civil esclareceu que as transgressões do policial ferem o artigo 172, incisos IV e XVII, cuja pena cabe demissão […]

Dayene Paz Publicado em 17/07/2020, às 17h52 - Atualizado às 17h57

Tiago teve a demissão publicada nesta sexta-feira (Reprodução, Facebook)
Tiago teve a demissão publicada nesta sexta-feira (Reprodução, Facebook) - Tiago teve a demissão publicada nesta sexta-feira (Reprodução, Facebook)

O ex-investigador Tiago Henrique Vargas foi demitido da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, após cometer nove infrações, muitas delas graves, que foram alvos de investigações por parte da Corregedoria Geral. Em nota, a Polícia Civil esclareceu que as transgressões do policial ferem o artigo 172, incisos IV e XVII, cuja pena cabe demissão por caracterizarem natureza grave.

O caso tomou repercussão nesta sexta-feira (17) após o ex-policial afirmar perseguição por suas opiniões e críticas políticas, voltadas principalmente ao governo de Reinaldo Azambuja(PSDB).

A Polícia Civil publicou uma nota em seu portal oficial, onde afirma que a Corregedoria fez um trabalho sério e desmente que o rapaz seja alvo de perseguição, citando, inclusive, um dos atos do ex-policial que foi alvo de investigação.

Conforme a nota, no dia 30 de abril de 2019, durante realização de exame médico regular na junta médica da Ageprev (Agência de Previdência Social do Mato Groso do Sul) em Campo Grande, Tiago teria xingado os profissionais da perícia médica, oportunidade em que passou a esmurrar e chutar uma mesa.

Ele teria deixado o local gritando alto. “(…) eis que citado servidor estava há algum tempo de licença médica e naquele ato tomara conhecimento por parte daquela Junta Médica que não fora detectada incapacidade laborativa, bem como durante o “suposto surto” apresentado, houve abolição de sua capacidade de autodeterminação.”

Após a atitude, foi instaurado processo administrativo disciplinar, já que o ex-policial civil teria cometido os delitos de ameaça, desacato, dano qualificado ao patrimônio público do Estado e ainda o crime de coação no curso de processo administrativo em desfavor de um médico daquela junta.

Por fim, a Polícia Civil corrobora o posicionamento da Corregedoria-Geral no sentido de que ameaças e a violência perpetradas pelo ex-policial civil quando submetido a exame perante a Junta Médica revelam sua inaptidão para continuar a integrar os quadros da Polícia Civil, posto que tais condutas colidem frontalmente com os preceitos e valores éticos e morais que regem a Instituição, dentre os quais destacamos a preservação da ordem, o respeito à dignidade da pessoa humana, a proteção da incolumidade das pessoas e do patrimônio, além da obediência à hierárquica e disciplina.

Demissão

A demissão do agora ex-investigador foi publicada no DOE (Diário Oficial do Estado) desta sexta-feira (17). A decisão consta na Resolução “P” Sejusp-MS n° 343/2020, assinada pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira.

Ele ficou em evidência quando envolveu-se em polêmica por criticar, em suas redes sociais, o deputado federal Eliseu Dionísio (PSDB), no ano de 2017. A partir do episódio, o investigador foi transferido, à revelia, de Campo Grande para o município de Pedro Gomes. Tiago sustenta que a mudança era retaliação por suas manifestações na internet contra o parlamentar.

A publicação desta sexta-feira ocorre cerca de três anos do episódio e não é clara se há relação com a postura de Vargas nas redes sociais.

Jornal Midiamax