Política

Nelsinho ‘estranha’ rapidez para descartar causa política em tiroteio durante campanha

O senador Nelsinho Trad (PSD), presidente do PSD em Mato Grosso do Sul, acredita que ‘a polícia se manifestou rápido demais’ sobre o tiroteio que matou o tio de um candidato a vereador de Coronel Sapucaia e feriu outros três, durante ato político do partido no domingo (8). “Parece que é mais importante preservar a […]

Mayara Bueno Publicado em 10/11/2020, às 09h48 - Atualizado às 15h50

Morto em Coronel Sapucaia era de equipe de campanha do PSD.
Morto em Coronel Sapucaia era de equipe de campanha do PSD. - Morto em Coronel Sapucaia era de equipe de campanha do PSD.

O senador Nelsinho Trad (PSD), presidente do PSD em Mato Grosso do Sul, acredita que ‘a polícia se manifestou rápido demais’ sobre o tiroteio que matou o tio de um candidato a vereador de Coronel Sapucaia e feriu outros três, durante ato político do partido no domingo (8).

“Parece que é mais importante preservar a candidatura do atual mandatário do que elucidar um crime”, afirmou nesta terça-feira (10). A Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) afirmou que não se trataria de atentado político, mas sim acerto de conta de organizações criminosas que atuam na região.

Para o senador, a vida pregressa e a situação ‘como um todo’ cabe à polícia investigar e que, apesar de descartar conotação política, a investigação poderia ‘explicar porque os disparos balearam três pessoas, sendo uma delas o esposo da candidata com um tiro na boca, num evento político’. “A polícia se manifestou rápido demais, antes mesmo de identificar os autores”.

Aníbal Ortiz tinha 45 anos e foi morto enquanto participava do evento político do PSD, que tem Cláudia Maciel como candidata a prefeita de Coronel Sapucaia. Ela contou que, dias antes do episódio que matou o apoiador e feriu três pessoas, incluindo seu marido, dois homens em um moto passaram no meio de um evento político do PSD. Segundo Cláudia, eles estavam armados.

Segundo o secretário de Segurança Pública de MS, Antônio Carlos Videira, Ortiz estava foragido porque sabia que corria risco de morte e que, as pessoas que o queriam morto, se aproveitaram que ele estava em um ato político desarmado. A vítima teria envolvimento com tráfico de drogas e pistolagem.

Jornal Midiamax