Política

Novas medidas são para evitar aglomeração e garantir atendimento, diz Marquinhos

Com novas medidas de contenção do coronavírus prestes a serem publicadas, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), afirmou que a ação é para evitar aglomeração e garantir que, todos que precisarem, consigam atendimento médico. Nesta sexta-feira (4), equipe que envolve diretores de hospitais públicos e privados, além dos secretários de Saúde, decidiu ampliar […]

Mayara Bueno Publicado em 04/12/2020, às 12h09 - Atualizado às 18h28

Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad destacou que medidas servem para tentar conter avanço da doença (Marcos Ermínio, Midiamax)
Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad destacou que medidas servem para tentar conter avanço da doença (Marcos Ermínio, Midiamax) - Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad destacou que medidas servem para tentar conter avanço da doença (Marcos Ermínio, Midiamax)

Com novas medidas de contenção do coronavírus prestes a serem publicadas, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), afirmou que a ação é para evitar aglomeração e garantir que, todos que precisarem, consigam atendimento médico. Nesta sexta-feira (4), equipe que envolve diretores de hospitais públicos e privados, além dos secretários de Saúde, decidiu ampliar o toque de recolher para 22 horas, reduzir horário do comércio em geral e cortar passes livres de idosos e estudantes.

Essas medidas e outras que porventura foram definidas nesta manhã, mas ainda não divulgadas, serão publicadas em edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) ainda nesta sexta, segundo o secretário de Saúde de Campo Grande, José Mauro Filho.

Em entrevista após a reunião, Marquinhos afirmou que os terminais de ônibus vão funcionar até às 23 horas – uma hora depois do fechamento dos shoppings, às 22 horas. A capacidade dos veículos terá de ser, no máximo, 70% da lotação permitida. “As blitze terão de fazer bafômetro”, ressaltou o prefeito a respeito das fiscalizações no trânsito que deverão ser ampliadas. A ideia é coibir a mistura de álcool e direção que, além de ilegal, é fator que aumenta chance de acidentes e, consequentemente, de internados nos hospitais.

Aumento de leitos

Paralelo às medidas de contenção, há previsão de abertura de 68 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em 10 dias, distribuídos nos hospitais de Campo Grande. O secretário José Mauro afirmou que, dos atuais 395 leitos, 357 estão ocupados por pacientes com Covid e outras condições de saúde.

Outro fator preocupante, de acordo com o secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende, Campo Grande tem taxa de 50% de positividade nos resultados de exames da doença. Nesta sexta-feira, a cidade chega ao mesmo patamar registrado quando foi considerado pico da doença.

Novas ações são adotadas depois de recomendação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pedindo ampliação de restrições como toque de recolher mais cedo, fim de aglomerações e até mesmo regulação da venda de bebidas alcoólicas.

Jornal Midiamax