Política

Moro é figura do combate à corrupção e saiu denunciando crimes graves, diz Marquinhos

Agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro denunciou dois tipos de crimes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na avaliação do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). “O que mais me causou estarrecimento foi que ele denunciou crimes de responsabilidade e comum. O primeiro foi pela tentativa contundente de interferência indevida em […]

Mayara Bueno Publicado em 24/04/2020, às 11h37

Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). (Marcos Ermínio/Arquivo Midiamax).
Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). (Marcos Ermínio/Arquivo Midiamax). - Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). (Marcos Ermínio/Arquivo Midiamax).

Agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro denunciou dois tipos de crimes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na avaliação do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD).

“O que mais me causou estarrecimento foi que ele denunciou crimes de responsabilidade e comum. O primeiro foi pela tentativa contundente de interferência indevida em investigações para o fim de desviar a verdade. Do crime comum, a denúncia da assinatura que não era dele”.

Na avaliação do prefeito, as denúncias tomam tamanho ainda maior por partir de Sérgio Moro, “que não é qualquer denunciante”. “É uma figura do combate à corrupção e que era do governo Bolsonaro. É muito grave”.

Em um discurso de quase 40 minutos, no qual anunciou a demissão, Sérgio Moro afirmou que soube da demissão do superintendente da PF (Polícia Federal), Maurício Valeixo, pela publicação do Diário Oficial da União desta sexta-feira, negando que autorizou sua assinatura, como está no ato.

Afirmou, ainda, que nem nos governos de Dilma Roussef (PT) e Lula (PT) houve tentativa de interferência em investigações. Segundo o ex-ministro, Bolsonaro quer no comando da Polícia Federal alguém que ele possa ligar e saber sobre andamento de apurações em andamento.

Marquinhos concluiu dizendo que espera que a troca de comando não interfira nas liberações de recursos, “que já são pequeninas para Campo Grande, mas que tem ajudado”.

Jornal Midiamax