Política

Mesmo com aumento nos casos, vereadores querem ‘flexibilizar’ isolamento em Campo Grande

A vida tem de voltar ao normal aos poucos, com abertura gradual dos setores fechados por causa da pandemia de coronavírus (Covid-19). Essa é a avaliação da maioria dos vereadores que respondeu indagação sobre o assunto. Desde segunda-feira (6), alguns setores do comércio foram autorizados a abrir as portas. Paralelo a isso, o número de […]

Mayara Bueno Publicado em 13/04/2020, às 10h43 - Atualizado às 11h23

Câmara Municipal de Campo Grande. (Arquivo)
Câmara Municipal de Campo Grande. (Arquivo) - Câmara Municipal de Campo Grande. (Arquivo)

A vida tem de voltar ao normal aos poucos, com abertura gradual dos setores fechados por causa da pandemia de coronavírus (Covid-19). Essa é a avaliação da maioria dos vereadores que respondeu indagação sobre o assunto.

Desde segunda-feira (6), alguns setores do comércio foram autorizados a abrir as portas. Paralelo a isso, o número de casos confirmados da doença aumentam a cada dia – são 102 infectados e três mortes – a mais recente ocorreu no domingo (12) e é a primeira na Capital.

“Concordo com a flexibilização, é necessária. Se não houvesse, teríamos perda enorme, pois um dos pilares da economia da nossa cidade é o comércio, e isso pode gerar desemprego”, afirmou o vereador Junior Longo (PSDB).

Segundo ele, não é porque existe desrespeito da população às regras, que o comércio tem de ser fechado. Ele defende fiscalização, restrição e regramento. “Se não respeitarem o isolamento, vai ter de fechar tudo outra vez”.

O vereador André Salineiro (Avante) não afirmou se concordava com abertura gradual, mas disse que a medida precisa estar acompanhada com análise dos números de evolução da Covid-19 em Campo Grande. Já Odilon de Oliveira (PSD) acredita que é necessário manter fiscalização “ao ponto de conseguirmos atingir a meta de ao menos 70% de isolamento”.

“Penso que deve haver equilíbrio. Não queremos as pessoas morrendo nem de Covid nem de fome”, disse o vereador Vinícius Siqueira (PSL). Ele afirma que o primeiro passo é listar atividades essenciais, autorizando o seu funcionamento, e cruzar com os dados da pandemia. “E liberar ou restringir as atividades conforme as respostas da infecção”. Já em relação aos setores considerados menos essenciais, portanto, que devem permanecer fechados, são necessários incentivos fiscais para manutenção por parte do governo federal.

O vereador Otávio Trad (PSD) cita que é natural aumento de pessoas na rua, já que o comércio reabre gradativamente e que, antes mesmo da autorização de funcionamento, o desrespeito já existia. “Tenho percebido também que muitos estão no estado de negação e acham que o nosso Estado já sofreu os danos mínimos da pandemia, o que não é verdade”. Para o parlamentar, as ações têm de ser pensadas semana a semana. “Se percebermos lá na frente, uma elevação efetiva neste gráfico de contaminação, nós teremos de retomar à estaca zero”.

Valdir Gomes (PSD) diz que “é bastante preocupante a situação, porém o povo precisa comer, sem salário mais difícil ainda”. Para ele, a reabertura precisa ser gradual, até porque não há testes para doença suficientes. “Bastante difícil para todos”.

Isolamento necessário

Enfermeiro, o vereador Hederson Fritz (PSD) disse que o comportamento das pessoas vai impactar a trajetória da pandemia na Capital e que concorda com o isolamento preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

“Entendo que o Brasil é grande e plurifacetado, mas deveríamos manter o máximo possível. A capacidade instalada de leitos já era baixa para a demanda, apesar da demanda cair ainda somos deficitários”.

Chiquinho Telles (PSD) diz ter ‘certo receio’ com a flexibilização, pois, naturalmente, as aglomerações vão ocorrer. “E esse vírus gosta disso. Entendo que temos que pensar no comércio, mas, por outro lado, não haverá comércio sem vida. Nesse momento sou contra esse afrouxamento das medidas”.

Jornal Midiamax