Política

Maioria que tenta reeleição em MS ficou mais rica, com caso de aumento de até R$ 13 milhões

Embora alguns tenham tido diminuição no valor total de bens, a maioria dos 51 candidatos que buscam reeleição em 2020 ficaram mais ricos em comparação com 2016, quando venceram pela primeira vez às Prefeituras de Mato Grosso do Sul. Pela legislação eleitoral, os postulantes têm de declarar o patrimônio quando registram suas candidaturas no TRE […]

Mayara Bueno Publicado em 13/10/2020, às 11h16 - Atualizado às 15h43

Prefeito de Aquidauana, Odilon Ribeiro. Imagem: Divulgação
Prefeito de Aquidauana, Odilon Ribeiro. Imagem: Divulgação - Prefeito de Aquidauana, Odilon Ribeiro. Imagem: Divulgação

Embora alguns tenham tido diminuição no valor total de bens, a maioria dos 51 candidatos que buscam reeleição em 2020 ficaram mais ricos em comparação com 2016, quando venceram pela primeira vez às Prefeituras de Mato Grosso do Sul. Pela legislação eleitoral, os postulantes têm de declarar o patrimônio quando registram suas candidaturas no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), portanto, os dados estão disponíveis para acesso.

Em alguns casos, a ‘evolução’ do patrimônio chegou a 401%, caso do prefeito de Aquidauana, Odilon Ribeiro (PSDB). Em 2016, ele declarou R$ 3,3 milhões entre fazendas, veículos, dinheiro em espécie, entre outras. Na atual prestação, são informados R$ 16,5 milhões, aumento de mais de R$ 13 milhões.

Em Campo Grande, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) declarou R$ 1,4 milhão há quatro anos e, em 2020, R$ 2,5 milhões. De Água Clara, Edvaldo Alves Queiroz (PDT), conhecido como Tupete, tinha R$ 46,6 mil quando disputou o pleito de 2016 e, na tentativa de reeleição, R$ 666,6 mil.

Outra evolução considerável é do prefeito cassado de Bandeirantes, Álvaro Urt (DEM). Foram R$ 2,4 milhões há quatro anos e, agora, são R$ 7 milhões. Eleito em 2016, ele é candidato à reeleição, mas foi cassado pela Câmara daquele município em setembro. Nildo Alves, do PSDB, já tinha R$ 47,9 milhões em 2016, quando venceu em Anastácio. Agora, são declarados R$ 53,6 milhões.

Em Guia Lopes, Jair Scapini (PSDB) elevou o patrimônio de R$ 1,1 milhão para R$ 1,5 milhão. O candidato à reeleição Guilherme Monteiro, de Jardim, informou ter R$ 70 mil em seu nome, em 2016, e, agora, R$ 1,2 milhão. No time dos que ficaram mais ricos de 2016 para 2020 estão, ainda, Buda do Lair (PSDB), que disputa a Prefeitura de Rio Negro. Há quatro anos, tinha R$ 46,8 mil e, agora, R$ 343,7 mil.

De Rochedo, Juninho (PSDB) tinha R$ 1,3 milhão há quatro anos. Em 2020, R$ 2,6 milhões. Jefferson Tomazoni, do mesmo partido, mas que disputa em São Gabriel do Oeste, tinha R$ 471,9 mil em 2016, segundo sua declaração de bens e, agora, R$ 1,1 milhão.

Conhecido como Dr. Fernando (PSDB) foi eleito prefeito de Selvíria em 2016. Na ocasião, informou à Justiça Eleitoral bens na ordem de R$ 105 mil e somou ao patrimônio R$ 183,7 mil quatro anos depois. Chico Piroli (PSDB), candidato à reeleição em Sete Quedas, tem hoje em seu nome R$ 543,8 mil. Há quatro anos, os bens somavam R$ 353 mil.

Marquinhos do Dedé, também do PSDB, declarou R$ 165 mil quando venceu a eleição para prefeito de Vicentina. Tentando o cargo mais uma vez, ele informou R$ 323,4 mil. O prefeito de Douradina (PSDB), que busca reeleição, tem R$ 205 mil declarados, atualmente – aumento de R$ 28 mil comparando com 2016.

Em Corumbá, o prefeito Marcelo Iunes (PSDB) disputou há quatro anos como candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Ruiter Cunha, que morreu no ano seguinte. Na ocasião da eleição, o então vice tinha R$ 592,4 mil em bens. Agora, na tentativa de continuar no cargo de chefe do Executivo municipal, Iunes declarou R$ 854,3 mil.

Segundo a declaração do prefeito de Chapadão do Sul, João Carlos Krug (PSDB), em 2020, seus bens somam R4 1,6 milhão – R$ 219,1 mil a mais que 2016. Em quatro anos, o patrimônio de Antônio de Pádua Thiago (MDB), prefeito de Brasilândia, aumentou R$ 954,9 mil, já que, em 2020, informou R$ 1,3 milhão.

O chefe do Executivo municipal de Anaurilândia, Edinho Takazono (PSDB) tem R$ 2 milhões, de acordo com a atual declaração. Quando venceu pela primeira vez, era R$ 1,5 milhão. Dalmy Crisostomo da Silva, do DEM, é prefeito de Alcinópolis e informou R$ 309,8 mil em 2016. Agora, em busca de reeleição, o patrimônio evoluiu de forma mais modesta com os R$ 313,3 mil declarados.

Ilda Machado (PSD), prefeita de Fátima do Sul, tenta comandar o município mais uma vez neste ano, e declarou R$ 6 milhões – R$ 587,7  mil a mais do que há quatro anos. Em Pedro Gomes, Willian (DEM) informou patrimônio de R$ 57,6 mil, frente aos R$ 42,4 mil que disse ter em 2016. Em Eldorado, o prefeito Aguinaldo dos Santos (Patriota), cujo nome de urna é Léo, tinha R$ 114 mil e, atualmente, soma R$ 426,7 mil de patrimônio.

Maioria que tenta reeleição em MS ficou mais rica, com caso de aumento de até R$ 13 milhões
Fachada do TRE-MS em Campo Grande. Declaração de bens são divulgados pela Justiça Eleitoral. (Foto: Arquivo)

Mais ‘pobres’ em quatro anos

Entre os postulantes que tentam se reeleger em 2020, há os que declaram ter menos do que tinham em 2016. Em alguns casos, a diferença não chama tanta atenção, mas têm os que diminuíram significativamente. Valdir Sartor (DEM), por exemplo, declarou R$ 814,9 mil há quatro anos. Agora, R$ 158,8 mil.

Prefeito de Mundo Novo, Valdomiro Sobrinho tinha R$ 309 mil em 2016 e, em 2020, disse ter R$ 152 mil. Em Paranhos, Dirceu Bettoni (PSDB) informou à Justiça Eleitoral bens que somavam R$ 3,4 milhões há quatro anos e, agora, R$ 2,6 milhões, quando disputa reeleição.

Da mesma região do Estado, o prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo, do PSDB, declarou ter R$ 2,8 milhões a menos do que os R$ 7,3 milhões divulgados em 2016. Prefeito de Glória de Dourados, Aristeu Nantes (Patriota), em 2016, tinha, segundo a declaração, R$ 485,1 mil. Atualmente, foram informados R$ 261,1 mil em bens.

O prefeito Rudi Paetzold, que comanda Coronel Sapucaia, ‘perdeu’ R$ 7,8 mil em quatro anos e a declaração atual aponta R$ 516 mil. Em Cassilândia, Jair Boni (PSDB) tem R$ 229,4 mil, de acordo com a prestação de contas deste ano, mas, em 2016, era R$ 307,6 mil de patrimônio.

Redução modesta também teve o chefe do Executivo de Bonito, Odilson Arruda Soares (PSDB), que infirmou R$ 1,131 milhão na primeira eleição e, agora, R$ 1,1 milhão. Município vizinho, Bodoquena é comandada por Kazu, da mesma sigla. Ele tinha informado à Justiça Eleitoral R$ 22 milhões em bens e, em 2020, R$ 16,2 milhões.

Jorge Takahashi (MDB) tinha R$ 529 mil, segundo sua declaração, quando foi eleito em 2016. Atualmente, são R$ 62,9 mil declarados ao TRE. O prefeito de Aral Moreira, Alexandrino Garcia (PSDB), teve redução de R$ 118,3 mil em quatro anos. Roberto Cavalcanti (DEM) tem R$ 195,2 mil agora, mas informou R$ 226,9 mil há quatro anos.

Prefeito de Amambai, Dr. Bandeira (PSDB) tinha R$ 1 milhão e, atualmente, a informação de bens é de R$ 874,7 mil. Marcela Lopes (PSDB) tem R$ 624 mil a menos que em 2016  – agora, informou R$ 7,3 milhões. A prefeita de Iguatemi, Patrícia Nelli (PSDB), declarou neste ano R$ 62,5 mil, frente aos R$ 177,2 mil de 2016. Donizete Barraco (DEM) comanda Terenos. Quando foi eleito pela primeira vez, tinha R$ 272 mil. Quatro anos depois, são R$ 220 mil em bens.

Os prefeitos de Bela Vista e Três Lagoas informaram patrimônio em um ano, enquanto no outro, segundo registro na Justiça Eleitoral, não. Reinaldo Piti (PSDB) declarou R$ 79,5 mil há quatro anos. Da mesma legenda, Ângelo Guerreiro informou, em 2020, R$ 548,6 mil.

Jornal Midiamax