A demissão de Nelson Teich, ex-ministro da Saúde na última sexta-feira (15), teve repercussão negativa entre os senadores do Brasil. Dos três políticos de , apenas Soraya Thronicke (PSL) se manifestou.

De acordo com a Agência Senado, os parlamentares que se manifestaram foram unânimes em afirmar que o fato aponta despreparo e irresponsabilidade do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) e para alguns, ele não pode mais seguir no cargo.

Em poucas palavras, Soraya falou que Teich foi técnico, se manteve firme às suas convicções. “Admiro essa fidelidade aos princípios. Gratidão.” No dia de sua demissão, a reportagem do Jornal Midiamax enviou mensagens para os senadores Simone Tebet (MDB) e (PSD), mas as perguntas não foram respondidas.

Para o líder do MDB, senador Eduardo Braga (AM), a saída de Teich “eleva a temperatura” da crise no país. Ele afirma que o Brasil carece de uma condução “equilibrada” para enfrentar a pandemia.

O líder do PSD, senador Otto Alencar (BA), direcionou ao presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “psicótico”. Para o senador, as trocas de ministros acontecem porque o chefe do Executivo “não respeita ninguém”.

O líder do PT, senador Rogério Carvalho (SE), atribuiu o atrito que levou à demissão de Teich à insistência do governo com a hidroxicloroquina, medicação que vem sendo testada no tratamento da covid-19, mas que ainda não apontou resultados conclusivos. Ele também apontou que o governo negligencia outras iniciativas, como testes, instalações hospitalares e contratação de médicos.

Os senadores Humberto Costa (PT-PE) e José Serra (PSDB-SP), que já foram ministros da Saúde, destacaram a postura de “negação da ciência” do presidente Jair Bolsonaro, e apontaram-no como centro da crise que o país atravessa.