Política

Da Câmara até Brasília, parlamentares criticam aumento do passe e serviço do Consórcio Guaicurus

Vereadora eleita e deputados estadual e federal defendem que o serviço prestado não justifica o aumento de dez centavos na passagem.

Jones Mário Publicado em 30/12/2020, às 10h49 - Atualizado às 11h21

Camila Jara, João Henrique e Rose Modesto (Fotos: Reprodução-Facebook/Luciana Nassar-ALMS/Cleia Viana-Câmara dos Deputados)
Camila Jara, João Henrique e Rose Modesto (Fotos: Reprodução-Facebook/Luciana Nassar-ALMS/Cleia Viana-Câmara dos Deputados) - Camila Jara, João Henrique e Rose Modesto (Fotos: Reprodução-Facebook/Luciana Nassar-ALMS/Cleia Viana-Câmara dos Deputados)

O aumento de dez centavos na passagem de ônibus em Campo Grande repercutiu mal entre parlamentares eleitos na Capital e no Estado. A nova tarifa, agora de R$ 4,20, é praticada a partir de hoje pelo Consórcio Guaicurus.

Deputada federal, Rose Modesto (PSDB) questionou a qualidade do serviço de transporte coletivo prestado. “O transporte melhorou para a tarifa aumentar? Houve investimentos significativos? Quem usa o transporte público em Campo Grande sabe muito bem que não!”, criticou, em sua conta oficial no Instagram.

A rede social foi a mesma usada pelo deputado estadual João Henrique Catan (PL) para comentar o aumento. O parlamentar disse que os ônibus estão “sucateados” e completou: “Quem continua lucrando é o Consórcio Guaicurus, que vai abocanhar quase R$ 300 mil ao mês com a nova tarifa”.

No Twitter, a vereadora eleita pela Capital Camila Jara (PT) também abordou o impacto do aumento na tarifa nos cofres da concessionária responsável pelo serviço. “De 10 em 10 centavos, o aumento da passagem de ônibus vai resultar em R$ 290 mil a mais por mês para o Consórcio Guaicurus. Na sua opinião, o ‘excelente serviço’ prestado justifica esse bônus de fim de ano? Porque na minha avaliação, NÃO!’, resumiu.

O Consórcio Guaicurus apresentou à prefeitura proposta que elevaria a passagem para R$ 5,15. Mas o município autorizou reajuste menor, de 2,43%, sem a incorporação do ISS (Imposto sobre Serviços) no preço da tarifa.

Usuários do transporte coletivo de Campo Grande também protestaram contra o aumento de dez centavos.

Jornal Midiamax