Política

A duas semanas da eleição, ausência de vereadores coloca em risco aprovação de projeto na Câmara

A duas semanas da votação das eleições 2020, a Câmara Municipal de Campo Grande quase deixou de aprovar um projeto de lei por falta de um voto nesta terça-feira (3), durante a sessão remota. O presidente João Rocha (PSDB) chegou a chamar os nomes de oito vereadores, para que algum deles pudesse votar em segunda […]

Mayara Bueno Publicado em 03/11/2020, às 11h22 - Atualizado às 11h45

Sistema de sessão remota da Câmara Municipal de Campo Grande. (Foto: Reprodução).
Sistema de sessão remota da Câmara Municipal de Campo Grande. (Foto: Reprodução). - Sistema de sessão remota da Câmara Municipal de Campo Grande. (Foto: Reprodução).

A duas semanas da votação das eleições 2020, a Câmara Municipal de Campo Grande quase deixou de aprovar um projeto de lei por falta de um voto nesta terça-feira (3), durante a sessão remota. O presidente João Rocha (PSDB) chegou a chamar os nomes de oito vereadores, para que algum deles pudesse votar em segunda chamada e completar a quantidade necessária para aprovação.

No caso, tratava-se de alteração de nome de rua que, pela regra, é preciso aprovação de dois terços dos 29 parlamentares de Campo Grande. O placar chegou a 19 e, quando chamado para votar, Vinícius Siqueira (PSL) não se manifestou, apesar de constar como presente no painel da Câmara de Campo Grande.

Em seguida, passaram-se pelo menos 5 minutos de ‘procura’ por algum dos parlamentares ausentes, para que ao menos um votasse. “Quem está na Casa? Vinícius, como vota?”, perguntou o primeiro-secretário, vereador Carlão (PSB). Não houve resposta, e Willian Maksoud (PTB) foi chamado, mas sem resposta também.

João Rocha mencionou que a foto do vereador do PSL estava constando como ‘presente’. “Está presente? Está presente ou é só a foto? Acho que só a foto”. Contudo, assessoria jurídica que acompanha as sessões disse que ele estava como participante da sessão, conforme constava no sistema.

Até então, tinham votado a favor da medida: Wellington de Oliveira, Antônio Cruz, Lívio Leite, Ademir Santana, Cida Amaral, todos do PSDB. Ainda Enfermeiro Fritz, Chiquinho Telles, Odilon de Oliveira, Otávio Trad – estes do PSD. Loester, Dharleng Campos e Wilson Sami, do MDB, também. Pastor Jeremias (Avante), Veterinário Francisco (PSB), Carlão (PSB), Gilmar da Cruz (Republicanos), Betinho (Republicanos), Cazuza (PP) e Eduardo Romero (Rede) completaram os 19.

Já João César Mattogrosso (PSDB), Junior Longo (PSDB), André Salineiro (Avante), Eduardo Cury (DEM), Vinícius Siqueira (PSL), Airton Araújo (PT), Willian Maksoud (PTB) e Papy (SD) foram chamados e, sem resposta, a conclusão foi de que eles estavam ausentes momentaneamente. Ou seja, participaram de algumas partes da sessão e a deixaram em algum momento.

O presidente chegou a dizer que o projeto não seria aprovado, pois faltava um voto, quando o vereador Salineiro apareceu. Ele explicou que não se ausentou, mas perdeu a conexão de internet momentaneamente.

A votação das eleições está marcada para 15 de novembro e todos os parlamentares participam do pleito, seja como candidato à reeleição ou como postulante a prefeito e vice-prefeito.

Projetos de leis aprovados

A situação envolvendo ausência de vereadores foi sobre o projeto 9861/20 que muda para Rua Manoel Pires de Oliveira a Rua do Bolsão, localizada entre a Rua Mestre Estanislau Panatier e Avenida Guaicurus, no Bairro Alves Pereira.

Antes disso, foi aprovada proposta que inclui a festa de Santa Luzia no calendário oficial de eventos em Campo Grande, de autoria da vereadora Dharleng Campos (MDB). A medida que do vereador Jeremias Flores (Avante) prevê a criação do Dia em Memória dos Trabalhadores que faleceram, em serviço contra o vírus. Ainda, medidas que preveem caixas coletoras de máscaras usadas e homenagem aos trabalhadores que morreram durante o combate ao coronavírus.

Jornal Midiamax