Política

Prefeito diz que ‘pede socorro’ para não ‘perder’ obra na Ernesto Geisel

Com quatro meses de atraso no repasse, a obra de revitalização no Rio Anhanduí, em Campo Grande, ‘pode parar com certeza’, disse o prefeito Marquinhos Trad, nesta segunda-feira (dia 1º). Não é a primeira vez que o chefe do Executivo municipal afirma a situação, mas agora a possibilidade está ainda mais próxima, diante do não […]

Mayara Bueno Publicado em 01/07/2019, às 11h37 - Atualizado às 17h18

Prefeito Marquinhos Trad. (Foto: Minamar Júnior/Midiamax/Arquivo)
Prefeito Marquinhos Trad. (Foto: Minamar Júnior/Midiamax/Arquivo) - Prefeito Marquinhos Trad. (Foto: Minamar Júnior/Midiamax/Arquivo)

Com quatro meses de atraso no repasse, a obra de revitalização no Rio Anhanduí, em Campo Grande, ‘pode parar com certeza’, disse o prefeito Marquinhos Trad, nesta segunda-feira (dia 1º).

Não é a primeira vez que o chefe do Executivo municipal afirma a situação, mas agora a possibilidade está ainda mais próxima, diante do não cumprimento da promessa do Ministério do Desenvolvimento de regularização do repasse em junho.

Dos quase R$ 6 milhões, só R$ 1,4 milhão foi enviado ao município, referente ao mês de fevereiro – o restante está em atraso. “Ontem em gravei um vídeo pedindo socorro aos parlamentares. Ali não é obra do prefeito, mas de uma cidade. Se a obra parar, vai perder tudo que fez. O recurso garantido, separado, é apenas o repasse dele. Está na mesa do Ministério do Desenvolvimento Regional”.

Marquinhos afirmou que já esteve com o ministro e com o assessor do chefe de gabinete, em pelo menos cinco idas a Brasília para discutir o assunto. Até então, as empresas estão trabalhando no canteiro de obras, às margens do córrego na Avenida Ernesto Geisel.

“Imagina trabalhar quatro meses, com quase 200 pessoas envolvidas e ficar sem receber. É uma verba separada, só repassar. Nos outros presidentes, nunca houve atraso, era pontual”.

A revitalização inclui intervenções para conter enchentes, mas também ciclovias, espaço para pedestre. O dinheiro devido ‘é pingo de água para o governo federal’, concluiu o prefeito.

Jornal Midiamax