Política

Pontes reclama de resposta do presidente do Inpe: ‘devia ter procurado a gente’

A celeuma entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Ricardo Galvão, ganhou um “parecer” do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Para ele, Galvão deveria ter pensado melhor na resposta dada ao presidente e procurado o ministério para resolver a situação. Causada por críticas de Bolsonaro […]

Nyelder Rodrigues Publicado em 26/07/2019, às 17h03 - Atualizado às 18h36

Ministro e ex-astronauta Marcos Pontes (Foto: Leonardo de França/Jornal Midiamax)
Ministro e ex-astronauta Marcos Pontes (Foto: Leonardo de França/Jornal Midiamax) - Ministro e ex-astronauta Marcos Pontes (Foto: Leonardo de França/Jornal Midiamax)

A celeuma entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Ricardo Galvão, ganhou um “parecer” do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Para ele, Galvão deveria ter pensado melhor na resposta dada ao presidente e procurado o ministério para resolver a situação.

Causada por críticas de Bolsonaro ao Inpe após a divulgação de relatórios sobre o desmatamento na Amazônia, a discussão pública ganhou força após o chefe do Inpe responder o presidente pela imprensa, ato que desagradou o Pontes.

“Quem conhece o Galvão sabe o jeitão dele. Não pode deixar a emoção ‘chegar lá’. Melhor maneira de responder é com calma e da maneira mais eficiente possível, que era ir lá ao ministério, ligar para mim mesmo se estivesse viajando, conversando, falar do que não gostou”, opina o ministro, que prossegue.

“Tem um ministério no meio do caminho antes de chegar lá em cima. Por isso não gostei, do meio que ele usou, falar pela imprensa ao invés de falar com a gente”, ressalta o ex-astronauta Marcos Pontes, que acaba, indiretamente, dando uma bronca pública em um de seus subordinados no Ministério da Ciência a Tecnologia.

Pontes ainda frisa que Bolsonaro é o chefe do Executivo e, assim, “chefe de todo mundo”, comparando ainda que a situação a de outros trabalhadores comuns. “Não adianta você brigar com seu chefe, não é uma boa técnica. É melhor você explicar, convencer, mesmo que ele tenha falado algo que você não goste”.

Questão de interpretação

Ainda segundo o ministro, os dados captados e expostos pelo Inpe são confiáveis, sendo o instituto conceituado e reconhecido internacionalmente, mas que a forma como eles são apresentados pelos pesquisadores são interpretativos.

“Questionamentos quanto a isso são normais, é igual conta de água. Se ela vem em média R$ 50 e de repente aparece em um mês R$ 200, você vai ligar para a companhia, vai querer entender o que aconteceu, se tem algum cano vazando”, compara o ministro.

Marcos Pontes cumpre agenda em Campo Grande durante toda essa sexta-feira (26), onde visitou durante a manhã os estandes da 71ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), além de participar de uma conferência.

No início da tarde, ele concedeu entrevista coletiva e, depois, participou de reuniões privadas com entidades ligadas à ciência e tecnologia local. Já durante à noite, o ministro fará o encerramento oficial do evento.

Jornal Midiamax