O presidente da Câmara de Campo Grande, vereador João Rocha (PSDB), reagiu com cautela sobre a proposta de abertura de uma CPI para investigar o cumprimento do contrato de concessão do Consórcio Guaicurus. Segundo ele, para abrir a Comissão Parlamentar de Inquérito, é necessário analisar as denúncias e reclamações apresentadas pela população e divulgadas pela imprensa.

“A CPI é uma ferramenta que nós devemos usar quando nós temos a concretude de um fato, para que você possa ter uma CPI robusta. Para que ao final dessa CPI você possa entregar um resultado extremamente positivo e também concreto para a sociedade, e depois fazer os encaminhamentos resultantes dessa CPI”, ponderou João Rocha, após a sessão desta terça-feira (25).

Rocha avalia que toda essa questão é preciso ser vista com “responsabilidade”, pois caso as investigações sejam inócuas, pode desgastar a Câmara de Vereadores, que acaba perdendo credibilidade.

“Acho que todo fato é relevante. Precisa ser analisado com calma. Havendo consistência, substância, não vejo nenhum problema em abrir uma CPI”, concluiu.

Assinaturas

Assinaram o requerimento de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito os vereadores Vinicius Siqueira (DEM), que propôs a CPI,  André Salineiro (PSDB), Cida Amaral (PROS), Dr. Loester (MDB) e Dr. Lívio Viana (PSDB). Um dos requisitos para abertura é o aval de 10 parlamentares.

Inicialmente a base do Prefeito Marquinhos Trad (PSD) resiste à ideia, apesar de o presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, afirmar que não tem nada a temer e garantir que tudo que faz está dentro da lei.

Os vereadores que tentam atrasar a CPI defendem que é necessário tentar ‘outras formas’ de diálogo antes de partir para uma investigação. Já os parlamentares que querem apurar a série de denúncias envolvendo inúmeros problemas no transporte coletivo de Campo Grande lembram que há dois anos tentam dialogar, mas são completamente ignorados.

Além da Agereg e dos promotores de Justiça, os parlamentares eleitos pelos campo-grandenses também têm prerrogativa e dever de fiscalização dos atos do executivo, como a manutenção do contrato de concessão.