Política

Indefinido em MS, PSB decidirá no dia 19 sobre apoio a Lula ou Ciro Gomes

Na disputa ao governo estadual, socialistas negociam com PDT e PSDB

Richelieu Pereira Publicado em 11/07/2018, às 10h43 - Atualizado às 10h45

Ciro Gomes e Lula. (Foto: Divulgação/Instituto Lula)
Ciro Gomes e Lula. (Foto: Divulgação/Instituto Lula) - Ciro Gomes e Lula. (Foto: Divulgação/Instituto Lula)
Indefinido em MS, PSB decidirá no dia 19 sobre apoio a Lula ou Ciro Gomes
Ciro Gomes e Lula. (Foto: Divulgação/Instituto Lula)

Ainda sem saber com quais partidos vai caminhar nas eleições deste ano em Mato Grosso do Sul, o diretório nacional do PSB se reúne no dia 19 de julho para definir qual candidato apoiará na disputa presidencial. A maioria dos diretórios regionais socialistas tem preferência pelo nome do ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT).

Como existe uma disputa entre PT e PSB em Pernambuco, cujo governador, Paulo Câmara, é vice-presidente nacional dos socialistas, a influência das articulações naquele estado pode atingir na coligação ao Planalto. Apoio à candidatura a Luiz Inácio Lula da Silva, ou a outro eventual candidato petista, pacificaria a relação entre as siglas.

“Convoquei o diretório para o dia 19, portanto nos resta algum tempo para concluir os nossos diálogos com o PT e com o PDT, também”, afirmou o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, ao diário pernambucano Jornal do Comércio, após se reunir com a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT.

A conversa entre Gleisi e Siqueira ocorreu no mesmo dia em que o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), admitiu a possibilidade de dar palanque à candidatura presidencial de Ciro, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. Próximo ao presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), França era uma das resistências ao nome de Ciro.

Em Mato Grosso do Sul, o PSB também negocia com o PDT, que tem como pré-candidato ao governo estadual Odilon de Oliveira. Na mesa de negociação, os pedetistas ofereceram a vaga de vice-governador aos socialistas, que poderia ser ocupada por Antônio Dionizio, pai do deputado federal Elizeu Dionizio, presidente regional da sigla.

Apesar de membros do partido considerarem a proposta “tentadora”, Elizeu Dionizio afirma ainda conversar com o PSDB de Reinaldo Azambuja e o MDB de André Puccinelli.

Jornal Midiamax