Política

Decisão de não soltar Lula após habeas corpus escancara ‘golpe político’, diz Amaducci

Pré-candidato do PT diz que Justiça deveria soltar para decidir se prende de novo depois

Joaquim Padilha Publicado em 09/07/2018, às 09h55

Humberto Amaducci disputou o governo em 2018 e agora é pré-candidato a prefeitura de Mundo Novo. (Arquivo, Midiamax)
Humberto Amaducci disputou o governo em 2018 e agora é pré-candidato a prefeitura de Mundo Novo. (Arquivo, Midiamax) - Humberto Amaducci disputou o governo em 2018 e agora é pré-candidato a prefeitura de Mundo Novo. (Arquivo, Midiamax)

O ex-prefeito de Mundo Novo e pré-candidato ao governo do Estado, Humbero Amaducci (PT), acredita que a manutenção da prisão do ex-presidente Lula (PT) neste domingo (8) comprova mais uma vez que o petista é vítima de um “golpe”.

“Cada vez fica mais claro essa questão do golpe, que o Lula é um preso político mesmo, aonde o Sérgio Moro abandona inclusive as férias pra fazer a loucura que eles fizeram”, afirma Amaducci. “Se percebe que essa atitude golpista do Judiciário expõe demais as instituições, e isso é muito ruim”.

Para o petista, a Justiça deveria ter liberado Lula para depois deliberar sobre uma eventual volta à prisão. “Qual que deveria ser o procedimento normal, libera-se o presidente Lula, cumpre o habeas corpus, e os deliberam a partir de hoje pra pedir a prisão dele de novo, respeitando o Judiciário”, afirmou.

O pré-candidato acredita que a prisão de Lula serve para manter no poder os opositores do PT. Lula está preso há três meses e, por conta da condenação em segunda instância no caso do triplex do Guarujá, pode não concorrer às eleições deste ano para presidente.

“A questão é que eles deram um golpe, tiraram a presidente Dilma, na certeza de que eles conseguiriam dominar a situação. E eles tiveram problemas, você percebe que os golpistas não conseguiram apresentar uma candidatura, e Lula está cada vez mais forte, eles percebem que deram um tiro no pé”, afirma Amaducci.

O petista afirma ainda que o desembargador plantonista Rogério Favreto, que foi filiado ao PT por 20 anos e concedeu o habeas corpus a Lula, não foi partidário. “Não foi partidário, foi dentro da legalidade. Eu lamento muito o judiciário estar levando essas coisas pro campo político”, disse.

Jornal Midiamax