Política

Bolsonaro escolhe general do Exército como vice, mas tem oferta rejeitada

PSL busca alternativas e advogada Janaína Paschoal é cotada para formar chapa

Richelieu Pereira Publicado em 18/07/2018, às 09h44 - Atualizado às 19h35

"O candidato demonstra descaso com uma das mais importantes conquistas do processo de redemocratização do país", afirmou à nota
(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil)
"O candidato demonstra descaso com uma das mais importantes conquistas do processo de redemocratização do país", afirmou à nota (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil) - "O candidato demonstra descaso com uma das mais importantes conquistas do processo de redemocratização do país", afirmou à nota (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil)
Bolsonaro escolhe general do Exército como vice, mas tem oferta rejeitada
(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil)

Pré-candidato do PSL à Presidência, o deputado federal Jair Bolsonaro, escolheu o general do Exército da reserva Augusto Heleno como seu companheiro de chapa na disputa. No entanto, o partido do general, o PRP, rejeitou a aliança.

De acordo com o jornal O Globo, os representantes do PRP alegaram que já haviam se comprometido com algumas alianças regionais e que não haveria viabilidade de consultar os diretórios para fechar questão em torno de Bolsonaro.

Coligado ao governador petista da Bahia, Rui Costa, o partido não quis ceder, já que o PT está na lista de proibições que o PSL vetou para a disputa das eleições em que estão legendas consideradas de esquerda. O PRP diz que o general será candidato ao Senado pelo Distrito Federal.

Ainda segundo o jornal carioca, o PSL procura novas alternativas. Uma delas é a advogada Janaína Paschoal, filiada ao mesmo partido de Bolsonaro. A legenda procura fechar o nome do vice até o dia 22 de julho, quando está prevista a convenção para lançar a candidatura de Bolsonaro.

Essa é a segunda baixa do PSL em menos de uma semana. Depois da recusa do senador Magno Malta (PR), as conversas com o PR foram encerradas. A legenda não aceitou as exigências do chefe do PR, Valdemar Costa Neto, que pediu que a aliança se estendesse para a eleição proporcional no Rio de Janeiro e em São Paulo. A intenção de Costa Neto era que, coligado ao partido de Bolsonaro, o PR aumentasse sua bancada, elegendo um número maior de parlamentares.

Proibição

Nesta semana, o Partido Social Liberal vetou para a disputa das eleições deste ano a coligação com qualquer legenda considerada de esquerda. A decisão foi divulgada através de comunicado assinado pelo presidente em exercício da comissão executiva nacional.

A regra vale tanto para a disputa majoritária (senadores e governo), quanto para proporcionais (deputados estaduais e federais). Estão rejeitadas alianças com o PDT, PT, PCdoB, PSTU, PCB, PCO, PSOL, Rede e PSDB.

Aqui no Estado, o deputado federal Jair Bolsonaro tem a preferência de 27% do eleitorado de Campo Grande, liderando a última pesquisa do Instituto DATAmax, publicada em abril deste ano.

Jornal Midiamax