Política

Fim de curso presencial da UFMS será debatido entre deputados, alunos e professores

Curso pode deixar de ser presencial na UFMS

Aliny Mary Dias Publicado em 26/04/2018, às 16h02 - Atualizado às 16h05

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Uma semana depois de protestos registrados na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) contra o fechamento do curso presencial Educação no Campo, a Assembleia Legislativa promove, nesta sexta-feira (26), audiência pública para discutir a situação.

O debate está marcado para às 8h30 e foi proposta pelo deputado João Grandão (PT). O principal objetivo do encontro será discutir os cortes de gastos impostos pela universidade que ocasionaram a mudança do curso de presencial para Ensino a Distância (EAD).

Alunos e professores devem participar da audiência apresentando a situação atual do curso e também a possibilidade de abertura de um novo vestibular para evitar o fechamento do curso, que começou em 2013.

Com duração de três anos e meio, o curso tem 120 alunos matriculados, maioria formada por moradores de assentamentos rurais.

O que diz a UFMS

Em nota divulgada nesta quinta-feira (6), a UFMS afirmou que estuda proposta para institucionalizar o curso. Um dos problemas para a continuidade do curso em forma presencial seria um corte de recursos do Ministério da Educação, no final de 2016.

“Desde novembro de 2016, a Administração Central da UFMS tem feito esforços técnicos e financeiros para a continuidade das atividades dos alunos matriculados. Para tanto foi adequado alojamento em Campo Grande para receber os alunos, que também têm a sua disposição, para alimentação, o Restaurante Universitário, custeados com recursos próprios da UFMS”, informa a universidade.

Ainda conforme a UFMS, imagens do protesto da última semana foram encaminhadas à Polícia Federal e Controladoria-Geral da União, para que os atos sejam apurados.

Jornal Midiamax