Política

Temer começa a exonerar deputados que votaram contra reforma trabalhista

"Canetaço" ocorre um dia antes de votação de reforma da Previdência

Joaquim Padilha Publicado em 02/05/2017, às 10h46

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“Canetaço” ocorre um dia antes de votação de reforma da Previdência

Em uma reunião com onze ministros e líderes partidários no Palácio da Alvorada, neste 1º de maio, o presidente Michel Temer (PMDB) informou que uma primeira leva de exonerações daqueles que se opuseram à reforma trabalhista no Congresso será publicada no Diário da União nesta terça-feira (2).

Um exemplo foi o deputado Cícero Almeida (PMDB), que votou contra a reforma trabalhista a pedido do senador Renan Calheiros (PMDB), e perdeu dois cargos em Alagoas nesta terça-feira. A informação é do blog Painel, da Folha de S. Paulo.  

A medida ocorre às vésperas da votação da proposta da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, liderada pelo deputado Carlos Marun (PMDB). A previsão é de que o relatório seja votado nesta quarta-feira (3).

Ainda segundo o blog, deputados dizem que os “canetaços” contra os infiéis de Temer não surtirão tanto efeito se Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, não sofrer retaliação.

Calheiros não apenas tem criticado as reformas do governo Temer como atuado para mobilizar votos contra as propostas. O Planalto alega focar-se agora na Câmara, mas diz que há movimentos no Senado para isolar Renan.

O PMDB na Câmara teria tentado adiar a votação do relatório da reforma da Previdência, porém sem sucesso. O relator, deputado Arthur Maia (PPS), diz que as alterações feitas no texto já atendem as demandas da base e protegem os “menos favorecidos”.

Na reunião com os ministros e aliados, Temer disse que não cogita autorizar novas alterações no texto da reforma, já bem diferente do original. Segundo pesquisa do Datafolha divulgada nesta segunda (1), 71% dos brasileiros rejeitam a reforma da Previdência.

(com supervisão de Ludyney Moura)

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