Deputado tucano criminalizou empresário delator

Deputados estaduais que estão na lista de políticos beneficiados por doações da JBS se defenderam na sessão desta quarta-feira (24), e classificaram o dinheiro recebido como ‘legal’.

“Se na época alguém dissesse que era da JBS ia agradecer, mas não sabia que era uma organização criminosa”, afirmou a deputada Mara Caseiro (PSDB), que recebeu R$ 52 mil da empresa nas eleições de 2014.‘Se soubesse, agradeceria’, diz Mara Caseiro sobre doação recebida da JBS

Para a parlamentar, a presente de artistas da Rede Globo, como Tony Ramos e Fátima Bernardes, em propagandas de empresas do grupo davam credibilidade à JBS. A deputada diz que com as delações os empresários querem ‘criminalizar’ as doações.

Na opinião da deputada, existem diferenças no dinheiro doado pela empresa. A propina, alega, na verdade é ‘barganha’, quando alguém dá um benefício em troca de contribuição. Já a doação, disse, “é quando pessoa se dispõe a colaborar de livre e espontânea vontade. É diferente do caixa 2, porque é um dinheiro declarado à Justiça Eleitoral”.

“Um cidadão (Joesley Batista) que arma delação e vai lá e recebe benesses da Justiça, esse é o Brasil que querem passar a limpo. Ser conivente com marginal que armou delação com gravação irregular”, disparou Onevan de Matos, também do PSDB, que recebeu R$ 9,3 mil em 2014.