O perito afirma que áudio contém dezenas de descontinuidades

A defesa do presidente Michel Temer pediu análise do perito Ricardo Molina sobre o grampo feito pelo empresário Joesley Batista, da JBS. O laudo afirma que a gravação é “prova imprestável para fins judiciais”. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

O perito afirma que o áudio contém dezenas de pontos de descontinuidades, pontos de clipping e ruídos de mascaramentos. “Em qualquer processo corriqueiro esse tipo de gravação é descartado por possuir demasiados indícios de possível edição”.

Conforme explicou à Folha, para além do que ele chama de “indícios muito consistentes de edição”, “vale lembrar que grande parte da gravação, mais especialmente no que diz respeito às falas do presidente, é ininteligível, dificultando, quando não impossibilitando a definição inequívoca dos contextos de cada fragmento”.

O jornal teve acesso a uma versão preliminar do laudo de Molina. A versão final do estudo será apresentado ainda nesta segunda (22) pelos advogados do presidente e o próprio perito. Na última sexta (19), a Folha publicou resultado do laudo encomendado pelo jornal, que apontava mais de 50 pontos de edição no grampo feito por Joesley.

O jornal “O Estado de S.Paulo” também encomendou perícia e publicou que o especialista encontrou 14 pontos de edição no áudio. Indício mais alardeado do arsenal da JBS contra o presidente, o áudio de Joesley agora será periciado pela Polícia Federal. O órgão diz que não há prazo para concluir a análise.