Monteiro disse que nunca conversou com irmãos Batista 

O secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul Márcio Monteiro negou que tenha emitido notas fiscais frias em suposto esquema de propinas da J&F, controladora do grupo JBS, conforme apontado em delação premiada feita por Wesley Batista, um dos donos da empresa. Em nota divulgada na noite deste sábado (20), Monteiro afirma que nunca conversou com os irmãos Wesley e Joesley Batista, e desafiou o delator a provar as informações dadas.Márcio Monteiro nega emissão de notas frias em suposto esquema de propina

“Vendi, e entreguei gado à indústria para abate. Tal rebanho é oriundo de minha propriedade rural, onde exerço a atividade agropecuária por mais de 30 anos. Não conheço os irmãos Wesley e Joesley Batista; nunca conversei ou encontrei os mesmos, e os desafio a provar os fatos alegados referente à minha pessoa”, disse.

Em delação, o empresário Wesley Batista afirma que Monteiro teria emitido notas fiscais de gados que nunca teriam sido entregues. Em documentos entregues à Justiça uma nota fiscal do dia 19 de dezembro de 2016, no montante de R$ 333.223,80, relativa à compra de bois, aparece no nome do secretário estadual.

De acordo com a nota enviada, em 2016, Monteiro negociou venda de gato com a JBS, “assim como com outros frigoríficos”, porém, ao contrário do que foi apontado em delação, o secretário afirma que o produto foi devidamente entregue.

Márcio Monteiro ainda afirma que está “à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos relacionados aos fatos”.