Política

‘É bom que investiguem’, diz André ao chegar para colocar tornozeleira

Ex-governador foi levado para sede da Agepen

Ludyney Moura Publicado em 11/05/2017, às 12h23

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Ex-governador foi levado para sede da Agepen

Sem demonstrar nervosismo, o ex-governador André Puccinelli (PMDB) chegou a pouco ao ‘Patronato Penitenciário de Campo Grande’, para colocação de uma tornozeleira eletrônica, escoltado por agentes da Polícia Federal.

“É bom que investiguem”, disse Puccinelli ao chegar no local. Ele disse ainda não saber o que foi fazer na unidade da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) na Rua Joaquim Murtinho, local onde é feita a colocação de tornozeleira eletrônicas em presos.‘É bom que investiguem’, diz André ao chegar para colocar tornozeleira

O advogado de Puccinelli, Renê Siufi, chegou logo depois do cliente, e evitou falar com a imprensa que aguarda a saída do peemedebista.

O próprio Siufi revelou que a Justiça Federal estipulou uma fiança de R$ 1 milhão para que o ex-governador deixe a sede da PF e retorno para sua residência para responder o restante das apurações.

Operação

A 4ª fase da Operação Lama Asfáltica, batizada de Máquinas de Lama, investiga desvios e propinas durante a gestão de André Puccinelli (PMDB) que chegam a R$ 150 milhões.

Durante as investigações, os policiais encontraram provas que os desvios eram feitos por meio de direcionamento de licitações públicas, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos e corrupção de agentes públicos. Para os investigadores, a organização criminosa ainda tentou ocultar a origem do dinheiro desviado, o que configurou o crime de lavagem de dinheiro.

Para justificar a propina, o grupo alugava máquinas e equipamentos utilizados em obras do governo estadual. As investigações mostraram que tais negociações de locação nunca existiram de fato, foram feitas apenas para dar uma origem lícita aos recursos financeiros. Foram estes alugueis que serviram para batizar a operação de Máquinas de Lama.

Além de Campo Grande, 270 agentes da PF, CGU e RF estão nas cidades de Nioaque, Porto Murtinho e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, São Paulo (SP) e Curitiba (PR), são alvos dos Operação que cumpre três mandados de prisão preventiva, nove de condução coercitiva, 32 de busca e apreensão além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas.

Jornal Midiamax