Política

Deputados usam ‘voto de minerva’ e mantêm pesca do dourado liberada

Projeto foi derrotado por 9 votos a 8

Ludyney Moura Publicado em 07/06/2017, às 14h22

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Projeto foi derrotado por 9 votos a 8

Com um fato histórico, o presidente da Assembleia Legislativo proferindo o chamado ‘voto de minerva’, o projeto de lei que visava proibir a pesca, transporte e venda do peixe da espécie Dourado em Mato Grosso do Sul foi rejeitado na sessão desta quarta-feira (7).

Ao constatar o empate, por 8 a 8, o presidente da Assembleia, deputado Junior Mochi (PMDB), destacou o fato histórico, e votou contrário à proposta de autoria do deputado Beto Pereira (PSDB).Deputados usam 'voto de minerva' e mantêm pesca do dourado liberada

Ao proferir seu voto, Mochi citou um levantamento apresentou por Herculano Borges (SD), que levou até os colegas um estudo feito pela Embrapa e Imasul que, disse ele, contraria a afirmação de extinção da espécie e propunha uma espécie de intervalo de captura do Dourado nos rios do Estado.

Com plenário cheio de pescadores profissionais que também eram contra a matéria, Beto Pereira agradeceu os votos favoráveis e destacou que ‘esperava’ que a Casa tenha tomado a melhor atitude.

Votaram contrários, além de Mochi, os deputados petistas Cabo Almi, João Grandão, Pedro Kemp e Amarildo Cruz, os peemedebistas Paulo Siufi e Antonieta Amorim, Mauricio Picarelli (PSDB) e Herculano Borges.

Além de Beto, foram favoráveis os tucanos Rinaldo Modesto, Mara Caseiro e Flávio Kayatt, George Takimoto (PDT), Renato Câmara (PMDB), Coronel David (PSC) e Paulo Corrêa (PR).

Opinião

Para a pescadora e tesoureira da colônia Z07, de Aquidauana, Solange Piva, 37 anos, a proibição diminuiria fluxo de turistas. “O Dourado é atração. A maioria dos turistas vem pescar e também querem levar (o peixe). Conseguimos no grito (rejeitar a matéria)’, frisou. Outros pescadores negaram que houve diminuição do número de Dourado, que seria migratório.

Advogado e presidente da Apep (Associação de Pesca Esportiva do Pantanal), Alexandre Pierin, 45 anos, pontuou que a espécie está em extinção e já sumiu de alguns rios sul-mato-grossenses, o que levou turistas a migrarem para Mato Grosso e Argentina em busca do peixe.

“Os benefícios (para turismo) seriam maiores. Agora vamos pedir o recadastramento de todos os profissionais”, disse o pescador esportivo. 

Jornal Midiamax