Delações da JBS dão origem a pedido de impeachment em MS e mais 3 Estados

Santa Catarina, Ceará e Rio Grande do Sul também foram afetados
| 24/05/2017
- 18:52
Delações da JBS dão origem a pedido de impeachment em MS e mais 3 Estados

Santa Catarina, Ceará e Rio Grande do Sul também foram afetados

Além do presidente Michel Temer (PMDB) e do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), as delações da JBS afetaram os governos de pelo menos mais três estados com pedidos de .

Azambuja acumula três pedidos de impeachment protocolados nos últimos dois dias, dentre eles o do vereador Vinícius Siqueira (DEM), todos baseados na delação premiada da JBS.

 

Na delação, em um capítulo destinado apenas aos esquemas operados pela empresa em Mato Grosso do Sul, a JBS diz ter passado R$ 150 milhões como propina para os três últimos governadores do Estado: Zeca do PT, André Puccinelli (PMDB) e Reinaldo Azambuja.

Azambuja teria recebido propina avaliada em mais de R$ 22,9 milhões em espécie e em notas Delações da JBS dão origem a pedido de impeachment em MS e mais 3 Estados

 

Na Assembleia Legislativa, uma comissão especial foi criada nesta terça-feira (23) para analisar os pedidos de impeachment contra o governador. Os deputados não indicaram quem compõe a comissão até o momento. 

Veja outros governadores que sofrem com pedidos de impeachment abaixo:

Ceará

Camilo Santana (PT)

 

O governador Camilo Santana (PT) teve um pedido de impeachment protocolado pelo deputado Capitão Wagner (PT), nesta terça-feira. No documento há ainda pedido de afastamento de dois secretários citados pela delação dos irmãos Batista.

Segundo a , o ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT), teria pedido R$ 20 milhões ao grupo para a campanha de Camilo de 2014. Em contrapartida, o grupo foi beneficiado com liberação de créditos de ICMS no valor de R$ 110 milhões.

Cid e Camilo negam as acusações, e falam que a liberação dos valores nada tem a ver com doações para campanha. O deputado Capitão Wagner é acusado por governistas de “embarcar” em uma notícia “sem a prudência de investigar”.

Raimundo Colombo (PSD)

Santa Catarina

Em Santa Catarina, vereadores de Florianópolis da bancada do PSOL protocolaram um segundo pedido de impeachment contra o governador Raimundo Colombo (PSD), com base na delação da JBS.

Um primeiro pedido contra o governador havia sido protocolado pelo grupo com base em uma doação ilegal delatada pela Odebrecht, que afirmou que Colombo recebeu R$ 9 milhões em caixa dois nas campanhas de 2010 e 2014.

Agora, a JBS afirma ter pago R$ 10 milhões em propina ao governador Ambos os pagamentos ilegais envolvem benefícios às empresas em uma eventual privatização da Casan (Companhia de Água e Saneamento).

Colombo nega também o recebimento de propina e disse que não há provas, classificando as acusações da JBS como “irresponsabilidade absurda”.

Rio Grande do Sul

Ivo Sartori (PSDB)

O governador Ivo Sartori também foi acusado em delação do executivo da JBS, Ricardo Saude, de recbeer propina avaliada em R$ 1,5 milhão durante a campanha de 2014, a pedido do senador e então candidato a presidência Aécio Neves (PSDB).

A denúncia deu origem a um pedido de impeachment feito pelo Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul, protocolado na última segunda-feira (22). O pedido foi encaminhado à Procuradoria da Assembleia Legislativa do Estado para análise.

Sobre o pedido de impeachment, Sartori não se pronunciou, mas afirmou que a doação da JBS a sua campanha foi declarada e legal. “Nunca participei desse mar de lama. E o povo gaúcho pode ter certeza de que não haverá nada que prove em contrário.

(com supervisão de Evelin Cáceres)

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Informação veio após a última reunião do Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste

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