Política

Renan diz que decisão sobre Dilma não se aplica a Cunha e Delcídio

Delcídio pediu ao STF a garantia de "direitos políticos"

Wendy Tonhati Publicado em 03/09/2016, às 14h47

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Delcídio pediu ao STF a garantia de "direitos políticos"

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que integra a comitiva do presidente Michel Temer no encontro do G20 na China, disse neste sábado (3), que a manutenção dos direitos políticos de Dilma Rousseff não abre precedentes para o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o senador cassado Delcídio do Amaral. Renan disse ainda que seria desproporcional impedir Dilma de ocupar cargo público.

"O caso do Eduardo Cunha não tem nada a ver com isso. Não tem relação com o caso dele nem com o de Delcídio do Amaral (senador cassado e sem partido/MS). A lei é específica e trata do presidente (da República)", disse Renan, comentando o fato de Dilma ter dito que achou a votação separada do impeachment "estranhíssima". "Claro que ela não se sente contemplada por isso, ela queria não ter sido afastada", acrescentou o presidente do Senado. As informações foram divulgadas pelo Jornal do Brasil.

Na última sexta-feira (2), O ex-senador Delcídio do Amaral acionou o STF para pedir seus direitos políticos de volta, após a ex-presidente Dilma Roussef (PT) ter sido cassada, mas não ter perdido a elegibilidade. Na mesma ação é feito o pedido que o processo que lhe tirou o mandato, concluído em maio, seja reaberto e retomado a partir da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, instância intermediária do trâmite da cassação.

Nesta quarta-feira (31), por 61 votos a 20, o Senado aprovou a destituição da presidente. No entanto, em uma segunda votação, por 42 votos a 36, a Casa decidiu não impedir que Dilma ocupasse cargos públicos por oito anos a partir de 2019.

Jornal Midiamax