MBL e bancadas do ‘boi, bala e Bíblia’ vão propôr pauta liberal-conservadora

O MBL (Movimento Brasil Livre), que tem atuado dentro da Câmara dos Deputados em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, tem se articulado com as alas mais conservadoras do Parlamento, com as quais devem se encontrar nesta terça-feira (3).

O principal aliado é a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária), ligada à bancada ruralista, que havia anunciado seu posicionamento a favor do afastamento da presidente em abril. Outro grupo presente no encontro será o da bancada evangélica, por meio de alguns deputados.

A união dos três grupos deve continuar, em busca de pressionar as votações dos parlamentares, na direção de uma agenda ultraliberal na economia e ultraconservadora nos costumes, com a defesa do Estado mínimo, da revogação de leis trabalhistas, do ajuste fiscal e de medidas que dificultem ou impeçam a reforma agrária e as demarcações de terras indígenas.

Renan Santos, um dos líderes do MBL, declarou ao jornal O Estado de S. Paulo que a união tem objetivo de ‘tirar o país da crise’. “Existe uma agenda que tem que ser adotada para o Brasil sair da crise e a gente vai ter que ser muito rígido”, diz ele ao ‘Estadão’.

“Por mais que o Michel Temer venha dando sinais muito bons nesse sentido, a gente sabe muito bem que existe todo um centrão fisiológico que vai querer empurrar o país para ficar como está”, afirma Santos, a respeito de um eventual governo do vice-presidente da República.