Política

Diante denúncia de golpe, vereadores querem ouvir Elizeu sobre relatório de CPI

Tucano foi relator da chamada CPI do Calote

Ludyney Moura Publicado em 23/06/2016, às 14h14

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Tucano foi relator da chamada CPI do Calote

A Câmara de Campo Grande quer relembrar os motivos que levaram à abertura do processo que culminou com o afastamento do prefeito, após denúncia do MPE-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) envolvendo 13 vereadores e outras 11 pessoas, no relatório final da Operação Coffee Break, que investigou suposto esquema de negociata para cassação de Alcides Bernal (PP), em março de 2014.

O vereador Edil Albuquerque, hoje no PTB, solicitou à Mesa Diretora que convide o ex-vereador e atual deputado federal Elizeu Dionizio, hoje no PSDB, para “vir a esta Casa de Leis discorrer sobre o relatório final referente à Comissão Parlamentar de Inadimplência (chamada CPI do Calote) para os nobres pares e toda a população campo-grandense”, justifica o petebista.

Segundo o vereador, o relatório da CPI do Calote, que embasou a abertura da Comissão Processante, constatou ‘irregularidades e ilicitudes praticadas pelo prefeito Alcides Bernal’, o que resultou na cassação do mandato.

“A população precisa relembrar, e até o ministério público precisa relembrar, os crimes praticados pelo Bernal. Foram sete crimes que resultaram no afastamento”, alega Edil. 

Edil convidou deputado para 'relembrar' crimes de Bernal, Foto, Cleber Gelio

 O parlamentar, que à época pertencia ao PMDB, revela  que já conversou com Elizeu e que este já se prontificou a ir à Câmara discorrer sobre o relatório, bem sobre os ‘crimes de infrações político-administrativas’ que teriam sido praticadas por Bernal durante sua primeira passagem pela prefeitura.

Edil afirma ainda que se é acusado pelo MP de assumir a Sedesc (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Ciência e Tecnologia e Agronegócio), pasta que há havia ocupado na gestão de Nelsinho Trad (PTB), e que se assumir cargos é um ‘crime’, então Bernal e o ex-vereador Paulo Pedra (PDT) também deveriam ter sido incluídos no rol de denunciados, uma vez que o pedetista deixou a Câmara para ser secretário de governo do progressista tão logo este retornou ao Paço Municipal.

Questões burocráticas, pontua o vereador, precisam ser dirimidas antes que a visita do parlamentar federal seja confirmada na Câmara de Campo Grande.

Dentre os crimes relatados na CPI, que teriam sido praticados por Bernal, estavam a dispensa ilegal de licitação para fornecimento de merenda, prevaricação e omissão de informações aos vereadores. 

Diante denúncia de golpe, vereadores querem ouvir Elizeu sobre relatório de CPI

Jornal Midiamax