Política

Delcídio quebra silêncio e diz que defesa de lula aposta na vitimização

Ex-senador disse que corrupção na Petrobras é antiga

Ludyney Moura Publicado em 14/11/2016, às 20h33

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Ex-senador disse que corrupção na Petrobras é antiga

O ex-senador petista Delcídio do Amaral, processado pelo ex-presidente Lula, falou à Rádio Jovem Pan e rebateu as acusações de que mentiu sobre o ex-aliado, e a reafirmou participação do governo Federal em uma tentativa de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

“(Indenização) é estratégia dos advogados, batendo na tese de vitimização e tentando desqualificar. Já esperávamos esse tipo de atitude, não é novidade. Mas, as investigações estão avançadas em virtude das colaborações que prestei”, declarou o ex-petista à Jovem Pan, durante uma entrevista exclusiva.

Delcídio falou por cerca de 20 minutos à emissora, e voltou a frisar que foi Lula quem pediu para que ele se encontrasse com o filho de Nestor Cerveró, Bernardo Cerveró, na ocasião em que foi gravado e cuja repercussão do fato acabou gerando a cassação de seu mandato no Senado.

“Já reconheci o erro que cometi. Na verdade era uma grande articulação, não só com relação ao Lula e ao Bumlai, ação de governo muito mais ampla”, frisou. Amaral falou ao procuradores da Força Tarefa da Lava Jato que o ex-presidente estaria preocupado com o envolvimento de seu amigo, o pecuarista José Carlos Bumlai, nas investigações da Lava Jato.

O ex-senador, que presidiu a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) dos Correios, que trouxe à tona o esquema conhecido como ‘mensalão’, em 2005, também falou sobre o ‘petrolão’ e disse que Lula sempre foi um ‘presidente protagonista, atuante’.

“A Petrobras sempre teve influência política. Dizer que isso começou agora não é verdade. Como também corrupção e caixa dois não são privilégio do PT, do PMDB, isso já existe, existia", frisou Delcídio, acusado de ser o responsável pela nomeação de Cerveró na estatal.

“No caso do governo Lula, a Petrobras teve uma participação muito mais ampla do governo. Era uma política de Estado, (de ter) a Petrobras como alavancadora do desenvolvimento e do crescimento do País", lembrou o ex-senador.

O senador ainda teceu elogios trabalhos de combate à corrupção em trânsito no país. “A lava jato está dando passos muitos importantes. O Brasil  que vai emergir da Lava Jato é um Brasil muito melhor”, disse. Ele também cobrou uma ‘profissionalização’ na condução do governo e mais segurança jurídica no país para atrair novos investidores. 

Confira a íntegra da entrevista

Jornal Midiamax