Política

Aos 31 anos, médico generalista é cotado para assumir Saúde em Dourados

Renato Vidigal já foi secretário-adjunto na gestão interina de Délia

Midiamax Publicado em 25/11/2016, às 13h46 - Atualizado em 17/07/2020, às 23h52

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Renato Vidigal já foi secretário-adjunto na gestão interina de Délia

Interlocutores da vereadora Délia Razuk (PR), primeira mulher eleita para a Prefeitura de Dourados, distante 228 quilômetros de Campo Grande, garantem que a partir de 2017 a Secretaria Municipal de Saúde será responsabilidade do médico generalista Renato Oliveira Garcez Vidigal, de 31 anos.  O jovem tem estreita relação com a futura mandatária e deve assumir um dos mais críticos setores da administração pública local.

De novembro de 2010 a fevereiro de 2011, quando Délia – então presidente da Câmara Municipal – comandou o município interinamente em decorrência da prisão e renúncia de Ari Artuzi na Operação Uragano, Vidigal surgiu como nome forte, nomeado como secretário-adjunto de Saúde. À época, o oncologista David Vieira chefiou a pasta.

Formado em Medicina na turma de 2009 da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), o jovem médico tem experiência no atendimento de hospitais públicos e privados da cidade. No HV (Hospital da Vida), maior unidade de portas abertas da Grande Dourados – responsável pelo atendimento emergencial de uma população estimada em 800 mil habitantes de 35 municípios -, envolveu-se em polêmica ao ser acusado de agredir outro médico que acompanhava paciente transferida de Nova Andradina.

Nas eleições municipais deste ano, o Partido da República, pelo qual Délia disputou o pleito, chegou a indicar Vidigal como um dos pré-candidatos a vereador. No entanto, ele não entrou no páreo e permaneceu nos bastidores como um intenso apoiador da vereadora que desbancou Geraldo Resende (PSDB) e Renato Câmara (PMDB).

Agora, Vidigal é o mais jovem entre os cotados para as secretarias municipais na gestão de Délia Razuk. Confirmada a tendência apontada por interlocutores da prefeita eleita, ele terá a maior fatia (R$ 223 milhões) dos R$ 880 milhões de orçamento para 2017, conforme o projeto de lei encaminhado à Câmara de Vereadores pelo atual prefeito, Murilo Zauith (PSB).

Atualmente, o clínico geral atende em hospitais particulares da cidade. Caso realmente assuma a Secretaria Municipal de Saúde, deve enfrentar, logo de cara, o problema de subfinanciamento do setor, tão alardeado pelo atual titular da pasta, o também médico Sebastião Nogueira. Para pressionar Estado e União por mais recursos, a administração de Zauith ameaça abrir mão da gestão plena do setor, um controle que o município detém desde 1996 para gerenciar o atendimento de uma população estimada em 800 mil habitantes oriundos de 35 municípios sul-mato-grossenses.

Jornal Midiamax