Evaldo Furrer Matos chegou na tarde de ontem de Rio Negro

 

O advogado do comerciante e proprietário de fazendas Evaldo Furrer Matos disse que vai entrar ainda nesta quarta-feira (11) com pedido de revogação da prisão temporária. Ele foi preso ontem (10) na segunda fase da Operação Lama Asfáltica junto com outras 14 pessoas. Os outros advogados continuam analisando o inquérito, que tem mais de 3 mil páginas.

“Tivemos acesso ao inquérito, estávamos estudando até então. Vamos entrar até o fim da tarde com pedido para tentar a revogação da prisão temporária dele”, disse o advogado Marcos Ferreira. Ele não entrou em outros detalhes porque a operação corre em segredo de Justiça.

Evaldo foi preso ontem em sua fazenda na cidade de Rio Negro, a cerca de 150 quilômetros de Campo Grande. Foi o último a chegar e prestar esclarecimentos na Polícia Federal. No fim da tarde foi encaminhado a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).

Os advogados do casal Wilson Roberto Mariano de Oliveira, Mariane Mariano de Oliveira, e do casal Edson e Rachel Giroto, e da Maria Casanova informaram que continuam analisando o inquérito, que tem mais de três mil páginas, e cerca de 3 gigas.

Advogado de preso na Lama Asfáltica diz que vai pedir hoje revogação da prisãoSegundo Carlos Henrique de Oliveira, advogado do casal Wilson Roberto Mariano de Oliveira e Mariane Mariano de Oliveira, o pedido de habeas corpus será feito depois da chegada de Flávio, último preso nesta segunda fase, que chega hoje a Capital. “Nós estamos esperando o Flávio, que está vindo de Tanabi. A juíza já disse que não vai conceder sem ouvir ele. Tem que esperar ouvir todo mundo para então fazer algum pedido”, explica. Carlos ainda comentou que apenas a decisão tem mais de 110 folhas, e por isso também a demora na análise.

Mariane Mariano de Oliveira, que teve um filho há 24 dias, está em prisão domiciliar, assim como Elza Cristina Araujo e Rachel Giroto.

O advogado do casal Giroto e de Maria Wilma Casanova Rosa, Valeriano Fontoura, disse que ainda está analisando a documentação.

A segunda fase da Operação Lama Asfáltica, denominada Fazendas de Lama, ainda prendeu André Luis Cance, João Amorim, Flavio Henrique Garcia, Ana Paula Amorim Dolzan, Ana Lúcia Amorim, Renata Amorim Agnoletto, Ana Cristina Pereira da Silva, e Helio Yudi Komiama.

A operação foi feita em conjunto com a Controladoria Geral da União e Receita Federal. De acordo com a PF, a objetivo foi apurar procedimentos utilizados pelos investigados na aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro.

Apenas em Mato Grosso do Sul foram detectados 66 mil hectares em fazendas que teriam sido compradas pelo grupo, nos municípios de Rio Negro, Corumbá, Aquidauana, Anastácio, Jaraguari e Figueirão, além de propriedades em cidades no interior paulista.