Vereador que afastou prefeito diz que cassação tem cunho político

Afastado da Câmara de Paranaíba promete recorrer de cassação
| 30/05/2015
- 02:28
Vereador que afastou prefeito diz que cassação tem cunho político

Afastado da Câmara de Paranaíba promete recorrer de cassação

O vereador de Paranaíba, distante 413 quilômetros da Capital, Paulo Henrique Soares (PDT), filho do ex-governador Marcelo Miranda, afirmou ao Jornal Midiamax que sua cassação tem cunho político, e afirma que o motivo alegado pela Justiça não procede.

O parlamentar, que em 2014 foi afastado por 30 dias depois de assinar o decreto que afastou o prefeito de Paranaíba, Diogo Tita (PPS), por supostas irregularidades na administração municipal, teve o mandato cassado porque o município alugou, em 2010, uma casa da mãe do vereador.

“Não é a primeira e nem a última decisão da Justiça de Paranaíba que serei obrigado a recorrer buscando anulação por ausência de fundamento, o que o próprio TJMS e STJ reconheceram em outras oportunidades”, disse Paulo Henrique.

Vereador de oposição, o pedetista tem feitos acusações ao atual prefeito, e alega que tem 13 denúncias documentadas contra Tita que o MPE (Ministério Público Estadual) não deu andamento. Ele promete agora recorrer à Corregedoria do órgão.

“Triste ver Paranaíba não conseguir sequer pagar a própria coleta de lixo em razão de comprovado superfaturamento de oito vezes, sem ninguém nada fazer para recuperar milhões  desviados todos anos, enquanto alguns se esforçam utilizando da via judicial para tentar fantasiar um crime de prejuízo de R$ 5 mil”, disse.

Paulo revela que denunciou um superfaturamento da coleta de lixo na cidade, que na gestão de Tita saltou de R$ 60 mil para mais de R$ 230 mil. E explica que o valor pago de aluguel ao imóvel de sua mãe, R$ 5 mi, não é motivo para sua cassação, já que a casa estava em um processo de inventário, e que toda ação tem respaldo judicial.

“A verdade é que sempre tivemos propriedades rurais arrendadas, em valores infinitamente mais significantes, de modo que o risco de se alugar ilegalmente um imóvel do padrão de galpão, não compensaria por mais vantajoso que fosse”, finalizou. 

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