Política

Vereador mantém representação e quer ‘ao menos advertência’ a Luiza

Vereadores relatam "cansaço" de investigações

Evelin Cáceres Publicado em 24/11/2015, às 14h07

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Vereadores relatam "cansaço" de investigações

Mesmo sem ser afastado a pedido do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) o vereador Carlão (PSB) não vai desistir da representação contra a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) na comissão de ética pelas acusações sem provas feitas ao órgão.

“Estou tranquilo, sempre cumpri o regimento interno e por isso nunca ofendi ninguém e nem coagi. Continuo com a representação contra Luiza porque, do meu ponto de vista, as denúncias que ela fez são mentirosas. Não que vá afastá-la, mas ela tem que receber ao menos uma advertência pelo que falou”, reclamou.

Defendendo que a parlamentar terá uma boa oportunidade também para se explicar, Carlão disse que apenas responde “bom dia” da vereadora. “Estamos em um clima tranquilo. Nem converso com ela, só respondo bom dia. Certos embates são naturais, ela é da base e eu oposição, mas ela tem que se justificar”.

Carla Stephanini (PMDB) afirmou que é lamentável que o pedido tenha sido feito para afastar vereadores, que têm o papel de fiscalizar.

Paulo Siufi (PMDB) reclamou da denúncia de coação de Luiza Ribeiro, que supostamente teria auxiliado a basear o pedido. “Acredito que o Ministério Público esteja olhando apenas por um viés e nem a Câmara ou a sociedade aguentam mais essa situação”.

Pedido

De acordo com a ação, os motivos do pedido do MPE se basearam nos desdobramentos da operação Coffee Break, promovida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Entre outras coisas, o pedido tinha como base o episódio envolvendo a vereadora Luiza Ribeiro (PPS), que prestou depoimento no qual denuncia um suposto esquema de pagamento de propina aos legisladores desde o mandato do ex-governador André Puccinelli (PMDB), ainda como prefeito de Campo Grande.

O depoimento dela foi gravado e acabou caindo na internet, fato que tornou pública as denúncias e provocou ira dos vereadores. Para os promotores Thalys Franklyn de Souza, Tiago Di Giulio Freire, ela está sendo coagida e, por isso, é necessário o afastamento possíveis coatores. Nos autos o MPE conta como chegou à provável compra de cassação de Bernal, por meio dos depoimentos e indícios colhidos na Operação Lama Asfáltica, feita para apurar desvio de verba através de contratos fraudados.

Jornal Midiamax