Política

Vereador diz que ‘pensou em ir’, mas nega visita informal ao Gaeco

Gaeco, no entanto, confirma visita

Midiamax Publicado em 28/10/2015, às 11h10

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Gaeco, no entanto, confirma visita

O vereador Carlão (PSB) negou que tenha ido ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), na terça-feira (27), prestar informações sobre a investigação aberta contra ele e outros oito vereadores sobre suspeita de venda de voto para cassação do prefeito Alcides Bernal (PP). O parlamentar afirmou que tinha pensado em ir para prestar e pedir informações sobre o processo, mas desistiu.

No entanto, o próprio Gaeco confirmou que Carlão fez uma visita informal, no fim da manhã de ontem, permaneceu por 40 minutos, para prestar e esclarecer alguns pontos da investigação contra ele. Na ocasião, o vereador foi avisado que pode ser reconvocado, se necessário, para ter a oportunidade de dirimir alguma dúvida na investigação.

“Eu fui citado duas vezes por outras pessoas. Quero saber o que falaram. Fui citado pelo Fabão, (Fábio Portela, do IMTI), que disse que eu tinha votado no sim (à favor da cassação de Bernal), mas foi ao vivo, na TV. Eu ia bater um papo informal, pensei em ir, mas ai achei melhor deixar para depois”, disse.

Carlão também afirma que sua visita ao Gaeco seria para 'se colocar a disposição', e, caso peçam, entregar outros celulares que tem. Ele voltou a dizer que votou a favor da cassação de Bernal, em 2014, depois que teve acesso ao relatório da processante, e não por possíveis trocas de vantagens.

O Gaeco está em fase final de investigação da Coffee Break, onde os promotores comparam as oitivas com escutas telefônicas, perícia em aparelhos celulares apreendidos, quebra de sigilos fiscais e bancários. Os promotores já avisaram que podem convocar novos depoimentos, caso os investigados apresentem contradições entre depoimentos e provas obtidas.

O Ministério Público Estadual investiga o vice-prefeito Gilmar Olarte (PP), que está afastado do cargo, o presidente da Câmara, também afastado pela Justiça, os vereadores Carlão, Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Jamal (PR), Airton Saraiva (DEM), Gilmar da Cruz (PRB), Chocolate (PP), Edson Shimabukuro (PTB), ex-vereador Alceu Bueno, empreiteiro João Baird, empreiteiro João Amorin e ex-diretor do IMTI, Fábio Portela.

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