Política

Senador Delcídio é preso para não atrapalhar investigação da Lava Jato

Senador estaria ‘conturbando investigação’

Midiamax Publicado em 25/11/2015, às 09h57

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Senador estaria ‘conturbando investigação’

O senador Delcídio do Amaral (PT), líder do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado, foi preso na manhã desta quarta-feira (25) em uma operação da Polícia Federal. A prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal com alegação de que ele tentava conturbar as investigações da Operação Lava Jato.

Delcídio havia sido citado pelo ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, por suposta participação  em esquema de desvio de recurso para compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. 

Consta que o senador teria até mesmo oferecido possibilidade de fuga a Cerveró em troca de ele não aderir ao acordo de colaboração com a Justiça, revelando as irregularidades da operação. A conversa foi gravada por um filho de Cerveró.

A reportagem conversou com vários assessores do senador, de Campo Grande e Brasília, mas ninguém sabe dizer o que está acontecendo. Eles alegam que tentam contato com o senador, mas não conseguem falar. 

Prisões

De acordo com informações apuradas pela Folha de São Paulo, também foi preso o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, que estaria envolvido nas irregularidades. O STF também autorizou a prisão do chefe de gabinete do senador e de um advogado. Também há autorização para buscas na casa do petista em Mato Grosso do Sul.

É a primeira vez que um senador é preso no exercício do cargo, já que a Constituição Federal só permite a prisão de parlamentar em crime flagrante. Neste tipo de ação, de obstrução de investigação, a conduta é considerada crime permanente. É um dos poucos motivos que leva a corte a aceitar prisão preventiva de réu ainda sem julgamento.

O ministro do STF Teori Zavascki pediu que fosse convocada para a manhã desta quarta a realização de uma sessão extra da segunda turma do tribunal, que é responsável pelos casos que envolvem o esquema de corrupção da Petrobras. No encontro, ele deve discutir as prisões.

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