Professores param atividades e vão à Assembleia protestar contra projeto

Eles são contra projeto que altera processo eleitoral nas escolas
| 14/05/2015
- 14:31
Professores param atividades e vão à Assembleia protestar contra projeto

Eles são contra projeto que altera processo eleitoral nas escolas

da rede estadual de ensino param as atividades nesta quinta-feira (14) e vão à Assembleia Legislativa protestar contra o projeto do executivo que altera o processo de eleição nas instituições de ensino. Com isso, os alunos ficam também sem aula durante o dia.

De acordo com o presidente da (Federação da Educação em Mato Grosso do Sul), Roberto Botareli, são esperados 3 mil professores da rede de ensino de Mato Grosso do Sul.

O projeto questionado pela categoria foi apresentado pelo executivo e prevê que somente professores possam concorrer à direção das escolas, enquanto no molde atual, profissionais do administrativo também participam do pleito. “Não tem nada que  nos convença que o administrativo não é capaz de ser diretor”, reclama o dirigente.

Após a manifestação com os deputados, os professores vão se reunir em assembleia, ainda na Casa de Leis, para deliberar indicativo de greve, caso o governo do Estado não cumpra reajuste que foi pactuado em 12 de fevereiro – o executivo precisa repassar 10,98% ainda.

O prazo para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) divulgar como será pago o reajuste termina na sexta-feira (15). “O prazo expira amanhã, e caso não for pago, podemos entrar em greve na próxima quinta-feira (21)”. Às 10 horas, a comissão formada no início do ano pelo governo e Fetems se reunirá para discutir a demanda.

Ontem, o relator do projeto na CCJ, deputado Amarildo Cruz (PT), deu parecer favorável à tramitação do projeto, desde que sejam incluídas as cinco emendas apresentadas pelo deputado Pedro Kemp (PT), mas o presidente da comissão, deputado Barbosinha (PSB), pediu vistas e deve entregar seu parecer na semana que vem.

As cinco emendas incluem auxiliar administrativo no processo de eleição, desde que tenha licenciatura; que alunos a partir dos 12 anos possam votar (segundo a proposta somente a partir dos 14 anos); eleição de diretor adjunto aconteça em chapa (no projeto é individual); eleição em escola indígena, de tempo integral e em escolas para alunos especiais (o projeto exclui essas instituições) e que a eleição de diretores e colegiados aconteçam no mesmo dia (pela proposta, a eleição acontece em dias diferentes).

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