Política

Presidente de comissão que investiga vereadores pode ganhar presidência

Vereador sai na frente na briga com atual presidente

Midiamax Publicado em 26/11/2015, às 09h37

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Vereador sai na frente na briga com atual presidente

O vereador João Rocha (PSDB) largou na frente na corrida pela presidência da Câmara de Campo Grande. Ele já tem apoio declarado de três vereadores do PT e caminha para levar a presidência. João Rocha ocupa cargo importante na Câmara atualmente. Ele é presidente da comissão de ética, que apura a conduta de nove vereadores suspeitos de venda de voto para cassar Alcides Bernal (PP).

João Rocha é responsável por apurar a conduta de nove vereadores e, somado aos votos dele, de Chadid e de três do PT, precisaria de apenas um voto para chegar ao posto. Porém, é justamente este motivo que tem incomodado alguns vereadores na Câmara. Eles temem que esta relação entre quem preside comissão e quem responde pelas acusações possa prejudicar ainda mais a imagem da Casa.

A Câmara terá que escolher novo presidente porque Mario Cesar (PMDB) renunciou ao cargo. O vice-presidente, Flávio César (PTdoB), assumiu a função interinamente e, agora, não sabe se terá o apoio do presidente eleito com ele.

Figuram entre os investigados na Câmara os vereadores Mario Cesar (PMDB), Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Chocolate (PTB), Jamal (PR), Edson Shimabukuro (PTB), Carlão (PSB) e Gilmar da Cruz (PRB).

Recentemente, um fato provocou muita polêmica na Câmara. Um grupo de vereadores pedia a absolvição de Gilmar Olarte (PP) na comissão processante, mas a presidência achou melhor suspender a comissão, o que desagradou um grupo e provocou o racha. Vereadores não querem disputa na briga pela presidência, mas Flávio César ainda não abriu mão da reeleição.

João Rocha tem como ponto positivo o fato de ser do mesmo partido do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Matéria do Midiamax feita há mais de um mês já revelava as tratativas do vereador, que já trabalhava pelo cargo. Porém, a permanência de Mario acabou esfriando a disputa, que agora pegou fogo de vez. 

Jornal Midiamax