Política

Prefeito troca de estratégia para fazer mudanças no secretariado

Segundo Wilson do Prado, reforma administrativa está guardada a 'sete chaves' com Olarte

Jessica Benitez Publicado em 07/07/2015, às 18h03

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Segundo Wilson do Prado, reforma administrativa está guardada a ‘sete chaves’ com Olarte

O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), mudou a estratégia usada para trocar os comandados das pastas de primeiro e segundo escalão. De acordo com o secretário Municipal de Administração, Wilson do Prado, que também lidera a Educação interinamente, antes o progressista reunia todo o secretariado para saber a opinião de todos em relação aos nomes que escolheria para se juntar a eles. Mas, como havia divergência algumas vezes, agora o chefe do Executivo faz as escolhas sozinho e não conta para ninguém antes de publicar a nomeação no Diário Oficial. 

Conforma Prado, ontem, por exemplo, Olarte decidiu no final da tarde que destinaria Valdir Gomes à Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente). “Aí ele pediu para publicarem ontem mesmo no Diário Oficial e nós só ficamos sabendo depois da publicação”, contou. O secretário, porém, não vê como problema as escolhas unilaterais.

 “Acho que esta estratégia está funcionando porque evita especulação. hoje tinha um monte de secretário na posse do Valdir. Antigamente ajudávamos a dar a direção para ele caminhar, desta vez decidiu fazer ele próprio. Precisamos botar a cidade para avançar e o cargo é dele, então está no seu direito”, admitiu. Com a tática de Olarte, Prado garantiu não saber qual é o nome cotado para ocupar a Educação, mas está à disposição se for incumbido de continuar na função.

Na manhã de hoje, durante agenda pública, o prefeito antecipou que a Semed ganhará novo líder. Prado está no comando interino desde que a ex-secretária, Ângela Maria de Brito, pediu exoneração do cargo, em maio deste ano. “Se eu tiver que ficar só na Educação eu fico, se tiver que ficar só na Administração eu fico e se tiver que sair eu saio”, comentou.

 A única possibilidade que está descartada é seguir com o acúmulo de função por tratar-se de duas pastas de suma importância e, por isso, requer atenção integral. Ele disse, ainda, que nenhum substituído ficará sem ser aproveitado pelo Executivo. “Serão trocas na verdade. O momento é de fazer reforma e ajuste. Os secretários que não se ajustaram devem ser aproveitados em outras áreas”, observou. 

Jornal Midiamax