Prefeito deverá ganhar 90,5% dos salários dos ministros do STF cerca de R$ 30 mil 

O prefeito de , Gilmar Olarte, sancionou nesta segunda-feira (26) as leis que aumentam o salário do prefeito, o do vice-prefeito, dos secretários e vereadores. As leis 5.506 e 5.507 entram, em vigor na data de sua publicação, produzindo seus efeitos a partir de 1º de janeiro de 2017. Esses valores serão pagos para os eleitos em 2016 e começa a valer para a legislatura 2017/2020.

De acordo com as publicações do (Diário Oficial de Campo Grande), o prefeito deverá ganhar 90,5% dos salários dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), cerca de R$ 30 mil. O vice-prefeito deve ganhar 70% do salário do prefeito, cerca de R$ 21 mil, e os secretários municipais, procurador-geral e titulares das entidades da administração indireta – agentes políticos, devem ganhar 60%, em torno de R$ 18 mil.

Os vereadores também seguem a linha no aumento de salário. O pagamento dos parlamentares corresponderá a 75% da remuneração dos deputados estaduais de Mato Grosso do Sul, eles devem receber cerca de R$ 19 mil. De acordo com a publicação, o total da despesa com a remuneração dos vereadores não poderá ultrapassar o montante de 5% da receita do município.

Salários

Na última sessão ordinária da Câmara de Campo Grande, os vereadores aprovaram, em bloco, os dois projetos que aumentam a remuneração do prefeito, secretários municipais e vereadores para a próxima legislatura. O presidente da Câmara, vereador Mario Cesar (PMDB), tramitou os projetos em regime de urgência. Ambos foram votados e aprovados um dia após darem entrada na Casa.

Os vereadores terão um aumento de cerca de 27%, na prática o salário dos próximos eleitos da Câmara vai saltar de R$ 15 mil para quase R$ 19 mil.

O vereador Chiquinho Telles (PSD) disse na ocasião que nem sempre os parlamentares utilizam todo o salário com eles próprios. Segundo ele, quase metade dos seus vencimentos é utilizado atendendo pedidos da comunidade. “A vida da cidade passa pela Câmara”, defendeu o vereador.

Já Chocolate (PP), disse que sequer sabia da votação do projeto. E Thais Helena (PT) classificou a medida como um “efeito cascata” também seguido por outras Casas Legislativas em todo o Brasil. Para a petista, o aumento antecipado é para evitar o que aconteceu em 2012, quando a Justiça questionou o reajuste dos vereadores.