Política

PM rebate acusação de secretário que pode se configurar crime de calúnia

Villansanti quer que Valério Azambuja se explique judicialmente sobre declaração que envolveu PM

Ludyney Moura Publicado em 13/02/2015, às 20h06

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Villansanti quer que Valério Azambuja se explique judicialmente sobre declaração que envolveu PM

A atuação de guardas municipais no trânsito da Capital levantou nos vereadores a suspeita de que existisse uma ‘indústria de multas’ na cidade, o que foi rebatido pelo secretário de segurança pública, Valério Azambuja, que culpou a falta de fiscalização da Polícia Militar pela reclamação dos ‘infratores’.

A afirmação do secretário municipal de segurança pública, Valério Azambuja, de que ‘infratores’ estavam reclamando da atuação dos guardas municipais no trânsito da Capital devido à falta de fiscalização da Policia Militar não repercutiu bem entre oficiais da corporação.

Nesta sexta-feira (13), o presidente da AOFMS (Associação dos Oficiais Militares Estaduais de Mato Grosso do Sul), tenente coronel Alírio Villasanti interpelou judicialmente Azambuja, que é policial federal aposentado, a se explicar sobre as declarações.

Em nota enviada ao Jornal Midiamax, o secretário negou que a existência de uma ‘indústria da multa’, rebatendo acusações feitas por vereadores na Câmara Municipal. “A surpresa e o motivo de reclamação da parte de eventuais infratores, notificados ou autuados pela fiscalização, devem ser tributados ao quase completo abandono a que a fiscalização de trânsito foi submetida pelo órgão de policiamento militar, no ano passado, a qual teve reduzido o seu efetivo e a impediu de realizar um trabalho mais eficaz no Município de Campo Grande, resultando em 106 mortes no ano de 2013 e 98, no de 2014, sem contar as lesões corporais, com seqüelas permanentes ou não”, declarou Azambuja em nota enviada ao Jornal Midiamax.

Publica na última sexta-feira (6), a afirmação foi rebatida hoje. “O secretário afirma que a instituição policial militar representado pelo Batalhão de Trânsito abandonou a fiscalização de trânsito e com isso causou repercussão negativa a imagem institucional. A interpelação judicial objetiva solicitar ao interpelado para que esclareça a sua declaração pública que pode configurar crime de calúnia ou difamação, dependendo das suas explicações”, afirmou Villasanti.

O presidente da associação quer explicações sobre o que ele considerou ‘ataque’ à Policia Militar e aos seus integrantes. “A Associação dos Oficiais de MS entende que o interpelado extrapolou os limites da razoabilidade”, finalizou o militar

Jornal Midiamax