Política

Investigado na Lama, Puccinelli se nega a comentar prisão de Delcídio

Ex-governador se recusou a falar sobre o assunto

Midiamax Publicado em 28/11/2015, às 09h49

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Ex-governador se recusou a falar sobre o assunto

O ex-governador André Puccinelli (PMDB) não quis comentar a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT), ocorrida na última quarta-feira. Indagado sobre o caso durante ida ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o ex-governador disse apenas que não quer falar sobre o assunto.

Puccinelli também é investigado pela Justiça atualmente. O governo dele é suspeito de ter articulado favorecimento e superfaturamento em obras, que resultaram em prejuízo inicial de R$ 11 milhões, só nas primeiras obras investigadas.

Recentemente, o ex-secretário de Obras e amigo pessoal de Puccinelli, Edson Giroto (PR), foi preso a pedido da Força Tarefa do Ministério Público Estadual. O ex-governador também foi ouvido na Polícia Federal para falar sobre o caso, mas até o momento não foi detido.

A expectativa é de que a Controladoria Geral da União, Polícia Federal e Ministério Público Federal fechem a primeira parte da Lama Asfáltica no fim deste ano ou no começo de 2016. Ainda não está descartada uma segunda fase da operação.

Prisão

Giroto foi preso a pedido da Força Tarefa do Ministério Público para apurar outras suspeitas de desvios. A investigação refere-se a suspeita de desvio de mais de R$ 11 milhões, identificados em uma auditoria feita pelo governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) em obras de três rodovias.

O juiz Carlos Alberto Garcete decretou a prisão temporária do ex-deputado federal Edson Giroto (PR), de João Alberto Krampe Amorim dos Santos, Átila Garcia Gomes Tiago de Souza, , Elza Cristina Araújo dos Santos,  Maria Wilma Casanova Rosa, Maxwell Thomé Gomez, Rômulo Tadeu Menossi, Wilson Cabral Tavares e Wilson Roberto Mariano de Oliveira.

Ao autorizar a prisão o juiz esclareceu que “há farta documentação a indicar, prima facie, que, possivelmente, consolidou-se uma organização criminosa com objetivo de auferir vantagens ilícitas em contratos administrativos de obras e serviços com o Estado de Mato Grosso do Sul, consistente em falsificações de medições e outras ações escusas que objetiva receber por serviços não realizados ou realizados de forma insuficiente”.

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