Política

Educação no Brasil é ‘decoreba e enciclopedista básica’, critica Roberto Unger

Ministro sugere mudanças na Educação para melhorar produção

Evelin Cáceres Publicado em 08/07/2015, às 15h17

None
img-20150708-wa0071.jpg

Ministro sugere mudanças na Educação para melhorar produção

Nomeado pela presidente Dilma Rousseff em fevereiro com foco em planejar e dar novos caminhos à educação brasileira, Roberto Magabeira Unger, ministro de Assuntos Estratégicos do governo federal, criticou nesta sexta-feira (8) durante agenda do Movimento Brasil Central em Mato Grosso do Sul, o modelo adotado no país. “Vamos implementar o vanguardismo na educação. Precisamos abandonar o modelo decoreba e enciclopedista básico”.

Uma das bases comuns do Movimento, a educação deve ser melhorada com estratégias pensadas pelo ministro, um plano que tem enfrentado divergências, já que o MEC (Ministério da Educação) deveria nortear essas mudanças. Com enfoque em escoamento de produção e nas redes de cidades médias, a educação é apresentada como plataforma de mudança social.

“Propor uma reforma educacional causa resistência e é difícil de ser implementada. Mas o Brasil Central terá vocação em experimentar esse modelo de projeto de educação de forma ambiciosa. Já um projeto nacional pode ser instituído de formas mais modestas e de longo alcance”.

As ideias de reforma vão desde a reorientação didática e curricular a partir da escola média, com enfoque na interpretação de texto e raciocínio lógico, como em cursos profissionalizantes que capacitem para as chamadas “tecnologias do amanhã”.

O ministro visita os Estados do Movimento para entender quais as principais necessidades de cada região, além de afinar o discurso sobre o Brasil Central, que consiste em garantir um fundo unido de financiamento para melhorar a produção da região central do país, investindo desde a educação básica, qualificação profissional, tecnologias de produção e escoamento. 

Jornal Midiamax