Política

Comissão que avalia quebra de decoro de vereadores seguirá em ritmo normal

Presidente está entre citados em pedido de afastamento

Guilherme Cavalcante Publicado em 30/09/2015, às 19h43

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Presidente está entre citados em pedido de afastamento

O vereador João Rocha (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (30) que o pedido de afastamento de 17 vereadores da Câmara Municipal solicitado à Justiça pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) não atrapalhará em nada as atividades da Comissão de Ética da Câmara de Vereadores, que investiga quebra de decoro de nove parlamentares ouvidos durante a operação Coffee Break, que investiga possível esquema de compra de votos para cassar prefeito Alcides Bernal (PP). 

De acordo com Rocha, que preside a comissão, as atividades seguem normalmente. “Ninguém é réu ou foi notificado ainda. Vamos colaborar com a Justiça com o que for necessário, mas até agora estamos trabalhando normalmente, com serenidade. Não tem porque pensar que as atividades da comissão serão prejudicadas”, afirmou.

Entetanto, a reunião da comissão ocorrida nesta manhã não trouxe nenhuma novidade. Os vereadores que compõem o grupo apenas confirmaram o que já havia sido divulgado, que o processo de análise de quebra de decoro será individualizado e a comissão recorrerá ao apoio técnico e jurídico da Câmara.

A notificação dos vereadores investigados para que eles possam ser ouvidos será feita apenas dia 7 de outubro. “Não estamos acelerando o ritmo, estamos agindo com serenidade”, afirmou.

Além de João Rocha na presidência, a Comissão de Ética tem Chiquinho Teles (PSD) na vice-presidência e Vanderlei da Silva Matos (Vanderlei Cabeludo – PMDB), Ayrton Araújo (PT) e Herculano Borges (SD). Mais da metade deles foi citada na lista de vereadores a serem afastados da Câmara a pedido do Gaeco.

Jornal Midiamax