Política

Vereadores consideram oportunismo calendário de Marun em casas e querem apuração

Vereadores da Câmara de Campo Grande usaram a sessão nesta quinta-feira (12) para questionar a atitude do deputado estadual e pré-candidato a deputado federal, Carlos Marun, em distribuir cartão de parabéns e calendário 2014 com sua marca, nos apartamentos entregues ontem (11) no Residencial Nelson Trad. Para o vereador Ayrton Araújo (PT), Marun deve ser […]

Arquivo Publicado em 12/06/2014, às 13h42

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Vereadores da Câmara de Campo Grande usaram a sessão nesta quinta-feira (12) para questionar a atitude do deputado estadual e pré-candidato a deputado federal, Carlos Marun, em distribuir cartão de parabéns e calendário 2014 com sua marca, nos apartamentos entregues ontem (11) no Residencial Nelson Trad.

Para o vereador Ayrton Araújo (PT), Marun deve ser punido. “Ele foi um oportunista e cabe punição. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) deveria investigar isso aí”, ressaltou.

Quem também pediu análise do TRE-MS foi a vereadora Thais Helena (PT). “Tinha que ver se já era um hábito colocar os calendários ou se foi uma atitude só de agora como pré-candidato”, afirmou.

A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) citou a matéria do Midiamax que denunciou o caso e considerou a atitude um constrangimento aos novos moradores do residencial. “Quem recebe a casa é quem paga pela prestação. Isso foi um ato ofensivo, um constrangimento. Eu não faria isso. E se ele é pré-candidato isso pode ser se antecipar na propaganda eleitoral”, considerou.

Delei Pinheiro (PSD) saiu em defesa de Marun e disse que os “brindes” já estavam lá e que a imprensa exagerou quando disse que estavam em todos os apartamentos. “Só foram colocadas em três residências”, amenizou.

“Se colocaram em uma casa só já está errado”, rebateu o vereador Paulo Pedra (PDT). Para o pedetista, a atitude de Marun configurou abuso de poder e favorecimento ao pré-candidato.

Marun é ligado à área da habitação popular em Campo Grande desde a primeira gestão de André Puccinelli (PMDB) na Prefeitura, iniciada em 1997. Antes de voltar para a Assembleia, ele foi secretário Estadual de Habitação, na gestão de Puccinelli como governador.

No discurso durante a solenidade de inauguração dos apartamentos, Marun ‘escorregou’ ao falar que sairá “de casa em casa tomando um cafezinho e pedindo votos”. Foi interpelado por Puccinelli, ao pé do ouvido, e reforçou em seguida: “eu vou pedir, disse que vou pedir”, já que qualquer pedido direto de voto antes do dia 5 de julho fere a legislação eleitoral.



Jornal Midiamax