O presidente da Câmara de Campo Grande, vereador Mário César (PMDB), está confiante na vitória do Poder Legislativo na batalha que enfrenta com o prefeito Alcides Bernal (PP) para garantir o andamento da Comissão Processante. Apesar das derrotas computadas até o momento, o presidente da Câmara não acredita no fim da Comissão Processante.

A confiança de Mário César está na “legalidade” que alega ter adotado ao compor a Comissão Processante. Ele lembra que se fosse seguir o que preconiza o decreto presidencial 201, de 1967, que estabelece regras para abertura das comissões, precisaria de apenas 15 votos. Porém, para garantir uma legalidade ainda maior, optou pelo quórum máximo, de dois terços dos 29 vereadores.

“Se tivéssemos colocado as pessoas questionadas formando a comissão com quórum mínimo, ai sim estaria frágil. Mas, não foi o caso. O que aconteceu agora foi um tempo até que a Justiça defina sobre isso. Eu espero que seja resolvido em um prazo mais rápido até pelo problema envolvido. Uma letargia, imbróglio… As coisas não andam”, analisou.

Mário aproveitou a oportunidade para criticar a tentativa do prefeito de conquistar uma base na Câmara para derrubar a comissão. Ele ressalta que os novos aliados do prefeito não vão apagar as denúncias de irregularidades. “As denúncias serão respondidas com apresentação de documentos. Não é só colocar culpa nos secretários. O culpado é o gestor. Quem colocou o Ivandro (secretário de Saúde, Ivandro Fonseca) lá, por exemplo, foi o prefeito, que é responsável”, concluiu.