Aparentemente despreocupado com a imagem negativa para o Estado, governador lembra das responsabilidades da PF e da Funai

O governador disse, na sexta-feira (25), que ainda não se manifestou quanto ao suposto assassinato do indígena Nísio Gomes porque não teria que se manifestar quanto a isso. Entretanto, apesar de dizer que não deveria falar sobre o caso, confirmou que a perícia está sendo feita pela secretaria de segurança pública do estado a pedido da polícia federal.

“A polícia federal é a polícia judiciária dos indígenas. O ministério federal é quem jurisdiciona os indígenas, as minorias. E a Funai, Fundação Nacional do Índio, é quem cuida lá. Então nós não podemos adentrar nas aldeias se não tivermos autorização da Funai”.

Segundo o governador, o governo não pode fazer nada se a Funai não autorizar que eles façam. Puccinelli disse que o Governo tem três ofícios por escrito oferecendo apoio a Funai, entretanto nunca obteve resposta. “O Jacini [Superintende de Segurança Pública do Estado]tem três ofícios feitos ao longo do tempo, eu acho que o primeiro foi em 2007/2008…Nunca obtivemos respostas”.

Questionado sobre se a PF não teria condições de fazer a perícia, o governador disse que não saberia informar. Mas que esta solicitou que o governo fizesse a pericia e eles se colocaram a disposição.

Sobre o que tem feito, efetivamente, em relação ao caso, Puccinelli disse que há três ou quatro dias atrás ele assinou junto com o Jacini (secretário de segurança) uma solicitação que não desmobilizassem da faixa de fronteira a Força Nacional, que está lá, e ainda pediu que acrescentassem mais um contingente para por a disposição nas aldeias indígenas para a segurança. “Então eu atuei, só que eu atuei quietinho, não precisa ficar alardeando”, disse.