Política

PDT desmente versão de Lupi e já fala em sua saída

Desmentido quatro vezes pelos fatos – e na quarta-feira por seu próprio partido, o PDT -, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, não apresentou à presidente Dilma Rousseff provas materiais sobre o custo e pagamento do voo ao lado de um empresário dono de ONG que mantém convênios com a pasta que comanda e começou […]

Arquivo Publicado em 17/11/2011, às 09h37

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Desmentido quatro vezes pelos fatos – e na quarta-feira por seu próprio partido, o PDT -, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, não apresentou à presidente Dilma Rousseff provas materiais sobre o custo e pagamento do voo ao lado de um empresário dono de ONG que mantém convênios com a pasta que comanda e começou a ser abandonado por correligionários.

O presidente interino do PDT, André Figueiredo (CE), aconselhou o ministro a deixar o cargo. O Planalto aguarda novas versões que o ministro apresentará nesta quinta-feira, em depoimento ao Congresso, para avaliar quando ele será substituído. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Uma das versões de Lupi foi implodida ontem pelo próprio PDT. O ministro dissera que o voo com o empresário Adair Meira, da ONG Pró-Cerrado, com negócios suspeitos com o Trabalho, fora pago pelo PDT do Maranhão, mas o presidente estadual da partido, Igor Lago, negou. A presidente Dilma Rousseff, em encontro com o ministro na manhã de ontem, exigiu que ele apresentasse “provas materiais” do pagamento do voo providenciado pelo empresário dono de ONG com negócios milionários e suspeitos com o Ministério do Trabalho.

A ida do ministro ao Senado hoje, onde terá de se explicar e justificar por que mentiu na Câmara sobre o voo e as relações com a ONG, é considerada o teste final para Lupi. Saída. Dez dias depois de estourar o escândalo envolvendo Lupi em irregularidades, a direção do PDT sinalizou oficialmente ontem o abandono do ministro.

Integrantes da legenda passaram a defender abertamente a saída de Lupi da pasta. Uma reunião da Executiva Nacional do PDT e das bancadas da Câmara e do Senado marcada para hoje deverá selar o futuro do ministro.

Jornal Midiamax