Política

Águas Guariroba não convence e vereadores ainda querem CPI contra reajuste na tarifa

Após a reunião a portas fechadas com os vereadores de Campo Grande, a concessionária dos serviços de sanemanento na capital sul-mato-grossense não convenceu todos os parlamentares sobre o reajuste de 8,9% na tarifa de água e esgoto decretado pelo prefeito Nelsinho Trad (PMDB). Paulo Pedra (PDT) disse em discurso na Câmara que os argumentos apresentados […]

Arquivo Publicado em 16/12/2010, às 11h04

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Após a reunião a portas fechadas com os vereadores de Campo Grande, a concessionária dos serviços de sanemanento na capital sul-mato-grossense não convenceu todos os parlamentares sobre o reajuste de 8,9% na tarifa de água e esgoto decretado pelo prefeito Nelsinho Trad (PMDB).


Paulo Pedra (PDT) disse em discurso na Câmara que os argumentos apresentados não convenceram de que o aumento não é abusivo. “Eles falaram de excelência no serviço, mas as reclamações não apontam para isso. Uma empresa que tem atendimento ruim, abre buracos nas calçadas e depois não faz os reparos”, ponderou o vereador.


Os vereadores campo-grandenses haviam pedido através de requerimento oficial informações da Agência Reguladora e também da Águas Guariroba para avaliar a planilha que justificaria o aumento na taxa de água e esgoto.


Pra boi dormir”


Ontem (15) o diretor-presidente da Agência Municipal de Regulação de Serviços Delegados de Campo Grande, Marcelo Luiz Bonfim do Amaral, e o diretor executivo da concessionária Águas Guariroba, José João, se reuniram a portas fechadas com o vereadores. Mas, segundo Paulo Pedra, os documentos solicitados não foram apresentados.


“Vieram comparar o aumento com investimentos que fizeram, mas sabemos que esses investimentos são com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No ditado popular, pelo menos para mim foram explicações pra boi dormir”, disparou o vereador.


CPI ou cancelamento


Agora, a Câmara Municipal deve decidir se instaura uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para discutir o decreto do prefeito com o reajuste na tarifa, ou se age para cancelar o aumento. Segundo alguns vereadores e o deputado estadual Marcos Trad (PMDB), havia um acordo que congelava os valores por dois anos com prazo de validade até 2011.

Jornal Midiamax