Polícia / Trânsito

Defesa diz que perseguição policial matou enfermeira e pede absolvição para motorista de BMW

Defesa ainda alegou que não foi feito exame de embriaguez na vítima

Thatiana Melo Publicado em 19/05/2021, às 11h48

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A defesa de Wilson Benevides de Souza, motorista de uma BMW que matou a enfermeira Carla Jaqueline Miranda, de 40 anos, atropelada na noite do dia 24 de janeiro deste ano, no cruzamento da Rua Veridiana com a Avenida Prefeito Heráclito José Diniz de Figueiredo, entrou com pedido de absolvição dom réu alegando que o acidente aconteceu por causa a perseguição policial antes dos fatos.

O advogado Thiago Gomes Farias entrou com o pedido de absolvição ou ainda a desclassificação do crime para homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, agindo o acusado por descuido ou desatenção. Na peça, a defasa afirma que a perseguição policial, razão por este motivo, contra a vontade do acusado o acidente foi ocasionado.

“Ademais, vale ressaltar que, conforme depoimentos dos policiais, das testemunhas, e do acusado, indica que a força policial havia iniciado uma perseguição de automóvel contra o acusado, antes do acidente, razão que por este motivo, contra a vontade do acusado, o acidente foi ocasionado”.

Já que ele fugia dos policiais que fizeram vários disparos e com medo pela sua vida empregou velocidade alta fugindo pela via, o que acabou resultando no acidente com a morte da enfermeira. Ainda segundo a defesa, duas testemunhas teriam ficado na dúvida de quem havia invadido a pista contrária.

A defesa também argumenta que não foi feito teste de etilômeto na vítima não se sabendo se a enfermeira havia ou não ingerido bebidas alcóolicas antes do acidente. Por fim, o advogado pede pela absolvição ou desclassificação do crime.

Denúncia do MPMS

O MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) ofereceu denúncia contra o réu por homicídio qualificado por ter agido com a intenção de assegurar a impunidade de outro crime, pelo emprego de perigo comum e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Na ação, o promotor de Justiça  Douglas Oldergado Cavalheiro afirmou que Wilson, ao “conduzir automóvel sem habilitação, embriagado, com velocidade excessiva no sentido contrário ao fluxo de direção de via aberta ao passeio e ao trafego público, realizando ultrapassagem proibida, colocou em risco número indeterminado de pessoas, praticando, portanto, o delito com emprego de perigo comum”.

Interrogado pela Polícia Civil, o motorista confirmou que estava com a documentação do veículo BMW, com placas de São Paulo, atrasada em aproximadamente R$ 15 mil e por isso fugiu ao ver a viatura da Polícia Militar.

Acidente

O condutor também contou que comemorava seu aniversário no dia 24 à tarde e teria ido ao Autódromo de Campo Grande, onde ingeriu bebida alcoólica e fez uso de maconha. Ele confirmou que depois seguiu até uma tabacaria, onde bebeu mais. Depois, quando levava o colega embora, viu a viatura da PM e fugiu por conta da documentação atrasada.

Os militares iniciaram acompanhamento tático, quando perderam o veículo de vista. Então, ao chegar no semáforo na rua Veridiana, o condutor da BMW acessou a contramão da via, onde ainda trafegou por cerca de 400 metros, quando atingiu frontalmente a Honda Biz, conduzida por Carla.

A vítima chegou a ser lançada a cerca de 10 metros da colisão e morreu no local. Já a Biz foi arrastada por cerca de 100 metros, permanecendo presa a BMW. O condutor ainda tentou fugir, mas colidiu contra o meio fio e parou. Ele fez o teste do bafômetro, que apontou 0,57mg/l.

Jornal Midiamax