Polícia

Ao reavaliar caso, juiz mantém prisão do motorista de BMW que matou enfermeira atropelada em MS

Réu estava fugindo da PM quando atingiu a moto da vítima

Renan Nucci Publicado em 22/04/2021, às 18h33

Veículo ficou destruído após atingir vítima de frente
Veículo ficou destruído após atingir vítima de frente - Arquivo

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, em substituição legal na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, manteve a prisão de Wilson Benevides de Souza, motorista de uma BMW que matou a enfermeira Carla Jaqueline Miranda, de 40 anos, atropelada na noite do dia 24 de janeiro deste ano, no cruzamento da Rua Veridiana com a Avenida Prefeito Heráclito José Diniz de Figueiredo,

O magistrado avaliou a necessidade de manutenção da custódia preventiva com base em nova redação do Código de Processo Penal que, em função da pandemia do coronavírus (Covid-19), requer o reexame das prisões a cada 90 dias. “ Os referidos fundamentos permanecem presentes, tal como destacado nas decisões anteriores, não havendo fato novo que justifique colocar o acusado em liberdade”, disse em sua decisão.

O MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) ofereceu denúncia contra o réu por homicídio qualificado por ter agido com a intenção de assegurar a impunidade de outro crime, pelo emprego de perigo comum e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Na ação, o promotor de Justiça  Douglas Oldergado Cavalheiro afirmou que Wilson, ao “conduzir automóvel sem habilitação, embriagado, com velocidade excessiva no sentido contrário ao fluxo de direção de via aberta ao passeio e ao trafego público, realizando ultrapassagem proibida, colocou em risco número indeterminado de pessoas, praticando, portanto, o delito com emprego de perigo comum”.

Interrogado pela Polícia Civil, o motorista confirmou que estava com a documentação do veículo BMW, com placas de São Paulo, atrasada em aproximadamente R$ 15 mil e por isso fugiu ao ver a viatura da Polícia Militar.

O condutor também contou que comemorava seu aniversário no dia 24 à tarde e teria ido ao Autódromo de Campo Grande, onde ingeriu bebida alcoólica e fez uso de maconha. Ele confirmou que depois seguiu até uma tabacaria, onde bebeu mais. Depois, quando levava o colega embora, viu a viatura da PM e fugiu por conta da documentação atrasada.

Os militares iniciaram acompanhamento tático, quando perderam o veículo de vista. Então, ao chegar no semáforo na rua Veridiana, o condutor da BMW acessou a contramão da via, onde ainda trafegou por cerca de 400 metros, quando atingiu frontalmente a Honda Biz, conduzida por Carla.

A vítima chegou a ser lançada a cerca de 10 metros da colisão e morreu no local. Já a Biz foi arrastada por cerca de 100 metros, permanecendo presa a BMW. O condutor ainda tentou fugir, mas colidiu contra o meio fio e parou. Ele fez o teste do bafômetro, que apontou 0,57mg/l.

Jornal Midiamax